Etanol: Mercado

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Evolução dos preços: Com alta da gasolina, etanol avança em competitividade


NovaCana - Publicado: 08 Mai 2017 - 11:49

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Os principais fatos sobre o preço do etanol na semana de 30 de abril a 5 de maio:

  1. Os preços do etanol hidratado recuaram em 16 estados, subiram em oito e no DF e ficaram iguais em dois
  2. Na média nacional, o valor de venda do biocombustível de cana correspondeu a 71,9% do preço médio da gasolina
  3. Mato Grosso mantém uma relação de preços de 68,2% entre etanol e gasolina, sendo o único estado em que o biocombustível apresenta vantagem competitiva
  4. Em São Paulo, o índice que avalia a relação de preços permanece próximo da faixa de paridade, em 70,3%
  5. Usinas apresentam recuo na cotação do etanol: em Goiás, queda foi de 5,41%; em São Paulo, de 2,6%

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A tendência de recuperação da vantagem do etanol sobre a gasolina se manteve durante a semana de 30 de abril a 5 de maio. O comportamento dos preços dos combustíveis foi observado em pesquisa da a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada em milhares de postos pelo Brasil.

A maioria dos estados registrou queda nos preços, contribuindo para um aumento na competitividade do renovável de cana. Segundo o balanço divulgado pela ANP, o preço do etanol caiu em 16 estados, registrou alta em outros oito estados e no Distrito Federal, além de manter-se estável no Piauí e no Amapá. Na mesma semana, o preço da gasolina recuou em 16 estados e no DF, aumentou em nove estados e ficou igual em Santa Catarina.

Etanol ou gasolina?

Apesar de os preços de ambos os combustíveis caírem em boa parte do país, na média nacional, a variação beneficiou o etanol. O preço médio do combustível renovável recuou para R$ 2,611 – uma queda de 0,15% em relação à semana anterior. Por sua vez, o preço médio por litro de gasolina subiu pela primeira vez após quatro semanas seguidas de queda. O valor negociado passou para R$ 3,631 – alta de 0,31%.

Dessa maneira, nas cotações ao consumidor, o preço médio do etanol correspondeu a 71,9% do valor de comercialização da gasolina. O resultado amplia a vantagem do renovável em relação ao combustível fóssil, indicador que estava em 72,1% na semana anterior. Entretanto, o número permanece acima da paridade energética comercialmente estabelecida em 70%.

Em detalhe

Gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços estão disponíveis aqui (exclusivo assinantes).

O evolutivo dos preços de todos os estados desde 2001 pode ser acessado aqui.

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Estados

Entre os estados produtores do Centro-Sul, que costumam apresentar uma relação vantajosa para o consumo de etanol hidratado, a maioria exibiu relativo equilíbrio na relação de preços entre o biocombustível e a gasolina.

São Paulo

O estado com maior produção e consumo de etanol no país, São Paulo apresentou recuo de 0,37% nos preços do biocombustível nos postos. O valor de venda do etanol ao consumidor no estado foi, em média, de R$ 2,408 na última semana.

A gasolina, no entanto, apresentou uma maior desvalorização nas bombas de combustíveis no período (-0,67%), sendo o litro comercializado em média por R$ 3,425.

Dessa maneira, o índice que avalia a relação de preços entre os dois combustíveis subiu de 70,1% para 70,3%.

Mato Grosso

Pela quinta semana consecutiva, no Mato Grosso, a relação de preços entre a gasolina e o etanol se mantém vantajosa para o renovável. Na última semana, o indicador avançou ainda mais, passando de 69,3% para 68,2%.

A variação é resultado da desvalorização do etanol hidratado nos postos em 2,17%. Enquanto o valor médio da gasolina recuou apenas 0,63% no mesmo período.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes).

Usinas

As usinas entregaram um etanol hidratado mais barato da última semana. Nas unidades produtoras de São Paulo, a cotação do renovável registrou queda de 2,6%, de acordo com o indicador divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) para o etanol hidratado.

Em Goiás, a desvalorização nos preços praticados pelas usinas foi de 5,41%. Nas usinas do Mato Grosso, por sua vez, o recuo nos preços foi mais tímido, de 0,29%.

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