Os mandatos de mistura de biocombustíveis da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) para este ano e o próximo devem ficar em linha com os de 2020.
A agência considerou a demanda mais fraca de combustível desde o início da pandemia de coronavírus em seus cálculos, disseram três fontes familiarizadas com o assunto. A princípio, a EPA pretende anunciar as propostas de volumes para 2021 e 2022 no verão do hemisfério norte.
A medida pouparia a indústria de refino dos Estados Unidos dos custos adicionais associados à expansão anual nas obrigações do programa Padrão de Combustíveis Renováveis (RFS). Ao mesmo tempo, isso aconteceria às custas dos produtores de biocombustíveis e da indústria de milho, que dependem de aumentos regulares para expandir seus negócios.
O RFS exige que as refinarias misturem bilhões de litros de biocombustíveis, como etanol e biodiesel, ou comprem créditos negociáveis daqueles que o fazem. A quantidade necessária de biocombustível costuma aumentar a cada ano, com o objetivo de reduzir as importações de petróleo e ajudar os agricultores.
Em sua última decisão, que saiu no final de 2019, a EPA determinou que as refinarias deveriam misturar 20,09 bilhões de galões de combustível renovável [76 bilhões de litros] ao combustível vendido no país em 2020. O mandato incluiu 15 bilhões de galões [56,78 bilhões de litros] de biocombustíveis convencionais, como o etanol de milho, e o restante envolvendo outras formas de biocombustíveis.
As próximas propostas de volume devem praticamente repetir os requisitos, disseram as três fontes. Além disso, é provável que a EPA também tenha se orientado pelas metas de volume definidas pelo Congresso para o RFS, que observam o uso de biocombustíveis convencionais e avançados não celulósicos, disse uma fonte.
Nos próximos meses, a administração de Joe Biden também deve estabelecer como os veículos elétricos podem se qualificar para gerar créditos negociáveis sob o RFS, informou a Reuters. Isso poderia adicionar os fabricantes de automóveis à lista de interessados no programa.
As petrolíferas e o setor de biocombustíveis travam batalhas há anos sobre o RFS. A indústria de combustíveis renováveis apoia o programa porque ele expandiu significativamente seu mercado. Mas as refinarias não gostam da substituição de seus próprios produtos por biocombustíveis, enquanto, ao mesmo tempo, gastam dinheiro para fazer a mistura ou comprar créditos.
Jarrett Renshaw e Stephanie Kelly
Com tradução NovaCana