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EUA definem cotas de mistura de biocombustíveis para 2026 e 2027


Reuters - Publicado: 27 Mar 2026 - 15:50

O governo Donald Trump publicou nesta sexta-feira, 27, os novos mandatos de volumes de mistura de biocombustíveis para as refinarias de petróleo dos Estados Unidos, exigindo ‌mais combustíveis feitos de milho e outros produtos agrícolas do que o inicialmente proposto, em uma aparente vitória para os agricultores.

A Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) definiu o total de obrigações de biocombustível para 2026 ⁠em 26,81 bilhões de RINs e a obrigação para 2027 em 27,02 bilhões de RINs. A sigla significa “número de identificação de renováveis”, correspondendo aos créditos do programa de combustíveis renováveis.

Os mandatos totais incluem 70% das obrigações de mistura que foram dispensadas no âmbito do programa de isenções para pequenas refinarias durante os anos de conformidade de 2023 a 2025, informou a EPA.

Em junho de 2025, a EPA propôs volumes totais de mistura de biocombustíveis de 24,02 bilhões ‌de ⁠RINs em 2026 e 24,46 bilhões de RINs em 2027.

A EPA acrescentou na sexta-feira que, a partir de 2028, os combustíveis e matérias-primas estrangeiros receberão apenas metade dos RINs dos produtos fabricados nos ⁠Estados Unidos.

A regra encerra um período de incerteza tanto para a agricultura quanto para o setor de refino, cuja sorte pode ser significativamente ⁠afetada pelas políticas de biocombustíveis do país.

Os agricultores e produtores de biocombustíveis normalmente querem cotas altas para estimular a demanda ⁠por seus produtos, enquanto as refinarias consideram as obrigações de mistura como um ônus caro.

Richard Valdmanis e Daphne Psaledakis