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ETH inaugura sua 9ª usina e prepara expansão para Angola


Brasil Econômico - Publicado: 19 Dez 2011 - 09:00 | Atualizado: 23 Out 2012 - 10:29
grubisich-eth-be-191211Em um ano em que a safra de cana foi 8% menor - devido ao clima, falta de investimentos, pragas e doenças - , e a moagem somou 488,46 milhões de toneladas, a ETH Bioenergia foi responsável por 18 milhões de toneladas. Na estratégia da empresa, ainda é pouco.

A expectativa é chegar à próxima safra 2012/ 13 com uma moagem de 30 milhões de toneladas de cana, produzindo 3 bilhões de litros de etanol. Para isso, a ETH planeja plantar mais 130 mil hectares de cana no ano que vem, mais do que o dobro da safra 2010/11.

Como parte dessa meta, a empresa acabou de inaugurar a unidade Água Emendada, a sua nona usina, no município de Perolândia, a terceira em Goiás e a segunda a entrar em operação este ano na região que é considerada a fronteira de expansão do setor sucroenergético do país. Água Emendada recebeu investimentos de R$ 1 bilhão e tem capacidade instalada para processar 3,8 milhões de toneladas de cana por safra e produzir 360 milhões de litros de etanol e 380 GWH de energia elétrica.

A inauguração dessa, e da usina de Costa Rica (MS), marca a conclusão do primeiro ciclo de investimentos da ETH, iniciado em 2007, no valor de R$ 8 bilhões. "Com a entrada em funcionamento das duas unidades, o próximo objetivo é expandir nossa atuação para outros países", afirma José Carlos Grubisich, presidente da empresa. "A ETH já planeja as atividades na África e na América Latina".

Os olhos da empresa estão voltados em um primeiro momento para Angola, onde a Odebrecht, maior acionista da ETH possui 40% das ações da Biocom, em parceria com o grupo Damer (40%) e a petrolífera estatal daquele país (20%). Enquanto estava focada no projeto brasileiro, a ETH apenas participou da construção da primeira usina da Biocom com tecnologia e treinamento de mão-de-obra. A empresa africana estabeleceu-se na província de Malange como objetivo de produzir 30 milhões de litros de etanol, 260 mil toneladas de açúcar e 140 GWH de eletricidade.

Autossuficiência
Mas, segundo Grubisich, diferentemente do Brasil, a vocação da empresa no país africano é produzir açúcar para o mercado interno, uma vez que a demanda é atendida somente via importação. O objetivo é fazer agora com que Angola se torne autossuficiente na produção. O funcionamento da Biocom permitirá o domínio da tecnologia para a fabricação do etanol e, em poucos anos, exportar açúcar e biocombustível.

Martha San Juan França - Brasil Econômico
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