O presidente do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras do Mato Grosso (Sindalcool), Piero Parini, afirmou nesta terça-feira, 22, que o etanol de milho "já é uma realidade quase que irreversível" no Mato Grosso. Isso porque a tecnologia é conhecida, há excedente de 14 milhões de toneladas de milho no Estado e o binômio soja/milho é uma composição agrícola quase obrigatória, na avaliação de Parini.
Ele comentou que hoje são duas usinas flex instaladas no Mato Grosso, uma que vai operar na entressafra da cana-de-açúcar e outra que trabalhará de forma simultânea à planta de cana. Ele disse que a produtividade está em 380 litros por tonelada de milho esmagada e aproximadamente 25% de sobra pode ser utilizada como ração proteica.
Parini disse ainda que as usinas estão comprando milho a R$ 9/saca, valor abaixo do mínimo de garantia ao produtor, de R$ 13,02/saca, com custo de R$ 800 por litro produzido.