Na comparação com as usinas de primeria geração, o etanol celulósico ainda é mais vantajoso, mas a larga vantagem se perdeu e a concorrência para exportar o produto agora será mais bem apertada
Em 2014, o rigoroso Padrão de Combustíveis de Baixa Emissão de Carbono (LCFS) classificou o etanol celulósico produzido pela GranBio como o mais limpo do mundo, ou seja, que emite menor quantidade de CO2 para ser produzido e consumido.
Contudo, o LCFS sofreu uma grande revisão que incluiu diversas mudanças nas bases de cálculo das intensidades de carbono (CI). Enquanto as usinas de etanol de primeira geração receberam valores menores para as CIs de seus caminhos de produção, as de segunda geração viram um aumento do índice. E o maior impacto atingiu a brasileira Bioflex, unidade controlada pela GranBio.
Na comparação com as usinas de primeria geração, o etanol celulósico ainda é mais vantajoso, mas a larga vantagem se perdeu e a concorrência para exportar o produto agora será mais bem apertada.
Em 2014, o rigoroso Padrão de Combustíveis de Baixa Emissão de Carbono (LCFS) classificou o etanol celulósico produzido pela GranBio como o mais limpo do mundo, ou seja, que emite menor quantidade de CO2 para ser produzido e consumido.
Contudo, o LCFS sofreu uma grande revisão que incluiu diversas mudanças nas bases de cálculo das intensidades de carbono (CI). Enquanto as usinas de etanol de primeira geração receberam valores menores para as CIs de seus caminhos de produção, as de segunda geração viram um aumento do índice. E o maior impacto atingiu a brasileira Bioflex, unidade controlada pela GranBio.
Na comparação com as usinas de primeria geração, o etanol celulósico ainda é mais vantajoso, mas a larga vantagem se perdeu e a concorrência para exportar o produto agora será mais bem apertada.
Por conta da revisão do LCFS, os caminhos já cadastrados receberam uma recertificação e um novo número.
Os caminhos de produção de etanol celulósico são beneficiados dentro do LCFS pela baixa emissão de CO2, o que garantiria intensidades de carbono (CI) menores e, consequentemente, boas oportunidades de negócios com empresas interessadas em não apenas cumprir as metas estabelecidas pelo programa, mas também em acumular créditos de carbono para comercialização.
As novas CIs do etanol celulósico
Embora existam seis usinas de etanol de segunda geração com produção em larga escala, apenas três delas estão cadastradas para comercializar etanol na Califórnia – um aspecto parcialmente explicado pelas dificuldades de produção que estão sendo vivenciadas pelas usinas.
A unidade controlada pela GranBio, que está com suas atividades paralisadas, possuía uma das CIs mais baixas já registradas, com apenas 6,98 gCO2/MJ. Agora, com a nova base de cálculo, esse número subiu 384,5%, indo para 33,82 gCO2/MJ. De acordo com o Carb esse valor já envolve um crédito para cogeração de eletricidade, com exportação do excedente para a rede.

Com a mudança, a GranBio também ficou em desvantagem na comparação com as demais fabricantes de etanol celulósico. Embora também tenha recebido um aumento de CI, a unidade da Abengoa no Kansas teve um aumento bem mais sutil, de 11,2% para o etanol de milho e de 3,6% para o etanol de trigo.
Assim, o valor do etanol celulósico de milho passou de 29,52 gCO2/MJ para 32,82 gCO2/MJ, enquanto o etanol de trigo foi de 23,36 gCO2/MJ para 24,20 gCO2/MJ. A usina da Abengoa – que, atualmente, está com suas atividades paralisadas devido à situação financeira delicada da matriz espanhola – também gera eletricidade.
Por sua vez, a Project Liberty, usina criada pela parceria Poet-DSM, conseguiu manter sua CI estável em 21,58 gCO2/MJ. Dessa forma, a unidade passou a ter o valor mais baixo entre as fabricantes de etanol celulósico cadastradas na Califórnia. A usina fabrica etanol de segunda geração a partir da palha do milho e recebeu créditos pela exportação de biogás.
Menor vantagem competitiva
Como consequência do aumento das CIs, a diferença entre os índices do etanol celulósico e do combustível de primeira geração foi reduzida. Isso fez com que a quantidade de créditos gerados por ambos os combustíveis esteja consideravelmente mais próxima.
Ou seja, uma companhia que compraria etanol celulósico para acumular créditos poderá ter uma geração similar com um etanol comum de cana-de-açúcar. Desse modo, a diferença de preço entre esses dois combustíveis se torna ainda mais relevante comercialmente, pois o combustível de segunda geração perdeu o ‘bônus’ que seria oferecido pela comercialização posterior dos créditos.

Um crédito de carbono é equivalente a uma tonelada de CO2. Isso significa que, para conseguir um crédito, uma companhia precisaria deixar de emitir essa quantidade de gás na atmosfera.
Para visualizar a relação de todas as usinas brasileiras de etanol que estão autorizadas a exportar para a Califórnia, acesse o NovaCana DATA.
Renata Bossle – NovaCana