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Se o etanol celulósico já é competitivo, o que está atrasando os investimentos?

ghisolfi-240713Guido Ghisolfi, CEO da Beta Renawables, responde e ainda fala sobre o cenário mundial
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O CEO da Beta Renawables, detentora da tecnologia PROESA®, de produção de etanol celulósico, falou sobre os cenários atuais do mercado e as perspectivas com as quais a empresa trabalha.

"Dois ou três anos atrás, quando comecei a viajar e dizer que tinha uma tecnologia que funcionava, todos diziam: 'Então você começa e depois a gente segue'."

Como a Beta Renawables enxerga hoje o cenário internacional para o desenvolvimento do etanol celulósico? O que está atrasando os investimentos se o etanol celulósico já é competitivo?

O CEO da Beta Renawables, detentora da tecnologia proesa, de produção de etanol celulósico, falou durante o Ethanol Summit 2013 sobre os cenários atuais do mercado e as perspectivas com as quais a empresa trabalha.

Como a Beta Renewbles enxerga hoje o cenário internacional para o desenvolvimento do etanol celulósico? O que está atrasando os investimentos se o etanol celulósico já é competitivo?

Guido Ghisolfi, Beta Renewables - Em primeiro lugar vamos falar dos cenários. Incertezas, sobretudo nos EUA, dominam este momento atual. Há questões sobre se os 22 bilhões de galões de etanol celulósico jamais serão atingidos. As promessas há muito tempo não estão sendo cumpridas e as pessoas se perguntam se é possível ou não. Eu sei que é possível, porque nós estamos produzindo, mas isso não se aplica ao outro lado do oceano. Eu diria que há sinais mistos.

Vocês aqui no Brasil sabem que o mercado do açúcar, embora tenha diminuído, tem um grande impulso que é uma necessidade de calorias nos alimentos em certas partes do mundo. Portanto, o Brasil é visto como um fornecedor potencial de açúcares ainda por muito tempo. Muitos outros países com a mesma latitude não tem a mesma perspectiva, como na África, onde a logística parece ser um risco, assim como a política, e do outro lado do mundo há água nesta latitude. Então o Brasil é visto como uma esperança em relação ao açúcar no mundo todo.

O etanol celulósico se compara com isso, se tivermos que analisar os mandatos não só nos Estados Unidos, mas na Europa, Índia, China, Nova Zelândia. Austrália. Uma coisa talvez não tenha sido percebida porque aconteceu na quinta-feira passada [20 de junho], quando a Comissão Europeia votou o segundo mandato de etanol, gasolina e também para o celulósico. Está se falando em 4,5 milhões de toneladas celulósico em 2020. Isso não é um número pequeno e cria uma enorme oportunidade não só para a Europa, mas também para o Brasil como exportador potencial de etanol celulósico de baixo custo.

Dois ou três anos atrás, quando comecei a viajar e dizer que tinha uma tecnologia que funcionava, todos diziam: 'Então você começa e depois a gente segue', então tínhamos que garantir que esta tecnologia fosse comprovada. A Clariant, a Dupont, a Abengoa e um grande número de grandes empresas estão envolvidas em trazer tecnologias para o mercado. Eu sou o menor de todos e faço US$ 3 bilhões, todos os outros fazem muito mais dinheiro do que eu, mas todos estamos colocando investimentos substanciais e estou certo de que meus concorrentes terão condições de fazer no futuro, mas convido para verem agora na Itália [a produção da Beta Renewbles]. Dentro de doze meses haverá mais seis ou sete outras plantas de segunda geração, não daqui a cinco anos.

O mundo financeiro, que foi atacado por muitas imagens em espelho, agora pode sentir a solidez do aço. Este mundo precisa de confiança. É necessário construir milhares de metros quadrados de usinas - não só de etanol, como de diesel - e há um grande entusiasmo por todos que participam desta corrida. Nenhum de nós está economizando ou tentando atalhos, estamos investindo centenas de milhões de dólares, primeiro em desenvolvimento e depois em aplicação. Portanto, já estamos fornecendo [combustível] atualmente.

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