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Produção de etanol e biodiesel continua dando prejuízo à Petrobras

usina-etanol-pbio-aguarani-140813A PBio, subsidiária da Petrobras, divulga balanço trimestral e continua produzindo biocombustível no prejuízo
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Os resultados do segundo trimestre da Petrobras, divulgados no último dia 9, confirmaram a tendência verificada nos balanços anteriores de que a produção de biocombustíveis ainda gera prejuízo para a estatal. Pior: as perdas são cada vez maiores.

E mais:
- PBio passa a comercializar etanol com preços baseados no indicador da Esalq
- As explicações para o prejuízo
- Os resultados do trimestre e do ano

Os resultados do segundo trimestre da Petrobras, divulgados no último dia 9, confirmaram a tendência verificada nos balanços anteriores de que a produção de biocombustíveis ainda gera prejuízo para a estatal. Pior: as perdas são cada vez maiores.

Se no primeiro trimestre elas foram de R$ 48 milhões, de abril a junho, elas totalizaram R$ 74 milhões, aumento de 54%. Segundo o relatório da empresa, isso se deveu não apenas à baixa nos preços de biodiesel, mas também à diminuição do volume comercializado de etanol, cujos preços não foram competitivos com o da gasolina na maioria dos estados, o que contribuiu para o aumento de 6% nas vendas do combustível fóssil.

A Petrobras esclarece, porém, que o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina para 25% ajudou a compensar o crescimento nas vendas do derivado de petróleo.

Além do enfraquecimento das vendas do biocombustível da cana, a empresa alterou as cláusulas de preço e quantidade nos contratos de venda de etanol, estabelecendo que, a partir de 8 de março, o preço base seria aquele praticado no mercado brasileiro (Esalq), adicionado de uma margem. Com isso, a comercialização do álcool combustível gerou perdas de R$ 73 milhões, ante os R$ 11 milhões do trimestre anterior.

Apesar disso, quando comparados ao prejuízo de R$ 113 milhões do mesmo período de 2012, os resultados do segundo trimestre deste ano foram melhores, apresentando recuperação de aproximadamente 35%.

Também é possível notar um avanço na situação da Petrobras Biocombustíveis na comparação dos dados semestrais. Enquanto nos primeiros seis meses do ano passado o prejuízo líquido foi de R$ 157 milhões, este ano foi de R$ 122 milhões. O resultado menos desfavorável foi obtido com maior arrecadação a partir das vendas e menores despesas, o que compensou o maior custo de produção.

Na análise da própria empresa, as participações em investidas dos setores de etanol e biodiesel, o maior volume de açúcar e os maiores volumes e preços de etanol e biodiesel estão relacionados à redução do prejuízo. "Também contribuiu para a melhora do resultado o menor montante de recursos aplicados na pesquisa e desenvolvimento da produção de etanol de segunda geração", acrescenta o relatório.

Além do prejuízo, reduziu o investimento da Petrobras em biocombustíveis. Neste semestre foram destinados 28 milhões a esta área de negócio, ante os R$ 33 milhões do mesmo período de 2012.

Vivian Faria - NovaCana
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