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Etanol e biodiesel geram perdas de quase meio bilhão de reais num único trimestre para a Petrobras

pbio-quixada-071016O número acrescenta um prejuízo considerável ao histórico de rombos nas contas da companhia com a divisão de biocombustíveis. Esse é o segundo pior resultado trimestral da companhia desde 2010

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O número acrescenta um prejuízo considerável ao histórico de rombos nas contas da companhia com a divisão de biocombustíveis. Esse é o segundo pior resultado trimestral da companhia desde 2010. O resultado apenas não supera os R$ 503 milhões de prejuízo no último trimestre de 2015 – o maior em um trimestre em todos os anos do braço de renováveis da estatal.

Os negócios na área de biocombustíveis da Petrobras registraram novo prejuízo nas demonstrações financeiras referentes ao terceiro trimestre de 2016. Operando no vermelho desde que iniciou suas operações com etanol e biodiesel, desta vez a perda da divisão foi de R$ 431 milhões.

O número acrescenta um prejuízo considerável ao histórico de rombos nas contas da companhia com a divisão de biocombustíveis. Esse é o segundo pior resultado trimestral da companhia desde 2010. O resultado apenas não supera os R$ 503 milhões de prejuízo no último trimestre de 2015 – o maior em um trimestre em todos os anos do braço de renováveis da estatal.

No acumulado até setembro de 2016, o prejuízo líquido da Petrobras com a divisão de etanol e biodiesel foi de R$ 555 milhões, superando a perda de R$ 524 milhões registrada no mesmo intervalo do ano passado.

Novamente, um dos agravantes no resultado da companhia é o fato de a Petrobras não conseguir vender seus produtos por um valor acima do custo de produção. A receita no terceiro trimestre foi de R$ 167 milhões enquanto o custo ficou em R$ 190 milhões. Ou seja, um prejuízo bruto de R$ 23 milhões.

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Participação em investimentos

O grande peso para o prejuízo da divisão de biocombustíveis da estatal tem origem na participação em investimentos, onde estão agrupados o resultado da Guarani (SP), Nova Fronteira (GO) e Bambuí (MG) com os outros investimentos da Petrobras. A participação dos investimentos causou uma perda de R$ 384 milhões no terceiro trimestre, sendo o principal contribuinte para o resultado negativo da categoria de biocombustíveis no período.

Ebitda

O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, em português) da divisão de biocombustíveis da Petrobras terminou negativo no trimestre. No terceiro trimestre de 2016, o indicador foi negativo em R$ 451 milhões, refletindo o baixo nível de rentabilidade da companhia. Já o indicador ajustado (Ebitda ajustado) pelas participações em investimentos e recuperação de ativos foi de R$ 43 milhões negativos.

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Resultados gerais da companhia

A Petrobras teve prejuízo de R$ 16,458 bilhões no 3º trimestre de 2016, o terceiro maior já registrado na história da empresa. As perdas foram impactadas pela reavaliação de ativos da companhia, como campos de produção de óleo e gás, equipamentos, parte das instalações da refinaria de Abreu e Lima e do complexo petroquímico de Suape.

Na prática, a Petrobras reconheceu que seus ativos valem menos e lançou isso no seu balanço financeiro. Segundo Mário Jorge, gerente Executivo da companhia, sem a reavaliação, a Petrobras “estaria reportando um lucro líquido de quase R$ 600 milhões”, afirmou durante a conferência de apresentação dos resultados.

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