Para o setor sucroenergético, o mês de outubro foi caracterizado pela finalização da colheita em algumas regiões e também pela elevada incidência de chuvas, o que impactou na moagem das usinas. Entretanto, por ser um mês de baixas movimentações, o preço do frete permaneceu estável ou com variações negativas, segundo relatório mensal divulgado pela equipe do Grupo Esalq-Log.
O destaque vai para o frete da região de Araçatuba, cuja queda do frete de açúcar em relação a setembro acompanhou o comportamento do ano de 2015.

Por sua vez, o noroeste paulista apresentou reduções maiores do que as demais regiões, algo considerado comum nesse período do ano. De acordo com o Grupo Esalq-Log, as movimentações intensas, a competitividade regional e entre produtos reduzem nesse período, indicando um momento de baixa nos fretes até o final do ano.

A expectativa é que as regiões que tiveram reduções significativas neste mês deverão apresentar estabilidade no próximo mês. Já as demais regiões deverão apresentar reduções nas próximas semanas.
Durante todo o mês de outubro, a equipe do Grupo Esalq-Log observou que o preço do etanol hidratado e anidro continuou em alta nas usinas brasileiras. Isso se deu pelo fato dos volumes armazenados de etanol apresentarem baixos níveis na safra 2016/17, em razão de uma menor quantidade ofertada do produto.
“A justificativa para isso é que as usinas priorizaram a fabricação do açúcar, em virtude do preço desta commodity estar valorizado tanto no mercado internacional quanto nacional”, completa o relatório.
Em relação às movimentações de etanol, o documento notou que houve uma diminuição se comparado ao mês anterior. No entanto, o mais movimentado dos dois foi o anidro, visto que o etanol hidratado perdeu competitividade frente à gasolina, devido à alta na relação de paridade do preço, correspondendo a 76,2% nas médias nacionais no final de outubro.

Porém, nas duas primeiras semanas do mês, as distribuidoras, principalmente do Centro-Sul, adquiriram uma quantidade significativa de etanol total, o que resultou no aumento gradativo dos preços do renovável da cana com o decorrer do mês de outubro. Desta forma, os fretes nesta região sofreram pequenas alterações negativas em seus valores, em relação ao mês de setembro, uma vez que a disponibilidade de veículos foi satisfatória para o transporte, muitas vezes sobrando caminhões. Todavia, em algumas cidades próximas as bases de distribuição, os reajustes foram positivos em virtude da competitividade de veículos ser maior e, também, pelo fato da demanda ter sido mais acentuada para completar os estoques.
Quanto ao mercado externo, em outubro o volume exportado diminuiu, pois como a produção do etanol não foi intensa nesta safra, a quantidade fabricada se destinou, majoritariamente, para o consumo do mercado interno. Com isso, será possível verificar importações do etanol proveniente dos Estados Unidos para a época da entressafra, dado que a oferta do produto brasileiro não será suficiente para atender toda a demanda nacional.
Sobre as bases de distribuição e os principais portos de exportação, o Grupo Esalq-Log observou uma operação normal, sem problemas relacionados a filas ou tancagem, em função das movimentações não terem sido altas no período de outubro. Outro fator que também influenciou a queda nas movimentações foi que na segunda quinzena no mês, as usinas preferiram armazenar o etanol, com a finalidade de atender o mercado no período da entressafra.
Para o próximo mês, a expectativa é que a movimentação diminua, visto que o mercado será abastecido apenas com o produto já estocado, dado que as operações das usinas estão programadas para terminar em novembro e, com isso, o preço de comercialização do etanol aumentará, podendo perder cada vez mais competitividade em relação ao combustível fóssil. Sendo assim, os valores dos fretes tendem a sofrer ajustes negativos em seus valores, em razão da oferta de veículos atender a demanda prevista.
Grupo Esalq-Log
Com edição novaCana.com