O vice-presidente da Raízen, Pedro Mizutani, afirmou nesta segunda, 6, que a produção de etanol de segunda geração (2G) deve ser algo competitivo para a empresa "em três, quatro anos". "Hoje ainda há entraves tecnológicos, como nas enzimas utilizadas", disse, referindo-se às pesquisas com palha e bagaço de cana, usados na fabricação do 2G. Mizutani falou ao Broadcast nos bastidores do Ethanol Summit 2015, em São Paulo.
A Raízen, uma joint venture entre Shell e Cosan, produz etanol 2G na Usina Costa Pinto, em Piracicaba (SP). Mizutani não informou qual a produção prevista para o biocombustível na safra 2015/16, iniciada em abril. A unidade, contudo, tem capacidade instalada para fabricar 40 milhões de litros do produto por temporada. O executivo acrescentou que os canaviais da companhia estão com produtividade 10% acima das expectativas no acumulado do ciclo.