As últimas safras não apresentaram bons números para o setor sucroenergético. Para muitas usinas, de 2012/13 até 2014/15 os resultados foram nulos ou negativos, com custos de produção acima dos preços de venda.
Adversidades climáticas, fatores cambiais, queda de qualidade da matéria-prima e problemas com a mecanização são alguns dos fatores que influenciaram diretamente no aumento dos custos nesse período.
O cenário atual conta com uma melhora: os custos começam a diminuir e apontar para uma retomada do setor, ainda que alguns gastos importantes – como matéria-prima e arrendamentos – tenham subido, outros fatores fazem com que a margem finalmente volte a ser positiva. Mas ainda há ressalvas nesse sentido.
De acordo com um estudo envolvendo diferentes usinas, representando 5% da moagem de São Paulo, a recuperação na safra 2015/16 não será generalizada visto que os preços só apresentaram melhora significativa a partir de setembro do ano passado. Além disso, outro fator deve ser destacado: desde 2012 os custos vêm subindo abaixo da inflação, mas os preços ficaram praticamente estagnados.
O levantamento apresentado a seguir detalha para onde vai o dinheiro gastos nas usinas e como os gastos evoluiram nos últimos dez anos em dez categorias:
- Cana de fornecedores
- Adubos e herbicidas
- Arrendamentos
- Mão de obra e serviços contratados
- Combustíveis e lubrificantes
- Manutenção industrial
- Manutenção agrícola
- Gastos administrativos
- Insumos industriais
- Impostos

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