Ao final de novembro, o preço do etanol nas usinas de São Paulo – maior estado produtor do país – enfrentava seis semanas consecutivas de queda. Mesmo com a produção desacelerada no Centro-Sul devido ao grande número de unidades que já encerraram a safra, o grande volume estocado e as consecutivas reduções no preço da gasolina nas refinarias pressionavam os preços. Isso, contudo, não impediu as usinas de vender grandes volumes do biocombustível: foram 1,34 bilhão de litros comercializados na segunda metade do mês.
O impacto é facilmente percebido na posição dos estoques. Na comparação com a quinzena anterior, a baixa foi de 5,38%, ou 565,3 milhões de litros. Os dados dos estoques foram divulgados nesta quarta-feira (12) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Ainda assim, o volume total estocado pelas usinas do Centro-Sul continua recorde para o período, com 9,94 bilhões de litros. Isso representa um crescimento de 16,46% em relação ao total de etanol armazenado em 1º de dezembro do ano passado.
A diferença é maior em relação aos estoques de hidratado, que estão 48,45% maiores, com 6,29 bilhões de litros. Em contrapartida, o volume de anidro caiu 15,04%, encerrando a quinzena com 3,53 bilhões de litros.
Em São Paulo, os estoques totalizaram 5,92 bilhões de litros (+22,64%), com 3,49 bilhões de litros de hidratado (+60,34%) e 2,44 bilhões de litros de anidro (-8,23%). Com esses números, na comparação com os índices nacionais, as usinas do estado se posicionam com uma estratégia ainda mais voltada à comercialização de etanol hidratado.






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