O volume de etanol armazenado pelas usinas da região Centro-Sul subiu em 816,78 milhões de litros ao longo da segunda quinzena de junho, fechando o período com 4,57 bilhões de litros. Os dados foram divulgados na última segunda-feira, 12, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Em relação a 1º de julho de 2020, quando as unidades abrigavam 5,83 bilhões de litros, a atual quantia representa uma queda de 21,7%. Ainda assim, ela segue acima dos patamares vistos na safra 2019/20, quando o mercado de combustíveis vivia um cenário aquecido e sem a influência da pandemia de covid-19.
De acordo com a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), as unidades do Centro-Sul produziram 2,08 bilhões de litros de etanol na segunda quinzena de junho. Considerando apenas a elevação nos estoques, isso significa que o equivalente a 39,3% do total fabricado foi armazenado.
Do volume total presente nos tanques, 2,79 bilhões de litros são de etanol hidratado, caracterizando uma queda anual de 27,8%. O índice mais elevado para este biocombustível pode ser justificado pela menor produção, uma vez que as usinas estão dando preferência para o anidro.
Na quinzena, o montante de hidratado estocado subiu em 442,58 milhões de litros, o que é equivalente a 36,2% dos 1,22 bilhão de litros produzidos no período. Ou seja, a parcela fabricada deste tipo de etanol que segue em posse das usinas é mais do que três pontos percentuais menor em comparação com o total.
Por sua vez, os 1,78 bilhões de litros de anidro nos estoques marcam uma posição 9,5% inferior à vista um ano antes. Neste caso, a subida quinzenal foi de 374,2 milhões de litros, o que corresponde a 43,6% da produção quinzenal, de 857,93 milhões de litros.
“A despeito da queda na moagem de cana-de-açúcar, a produção de etanol anidro segue com crescimento significativo, oferecendo amplo conforto para o atendimento da demanda interna”, comenta o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues.
O incentivo à fabricação de anidro, que é misturado à gasolina, é derivado da recuperação na demanda por combustíveis em comparação com o ano passado, ao mesmo tempo em que houve uma queda na participação de mercado do hidratado. De janeiro a maio, o consumo de hidratado teve uma elevação de 3,9% ante o mesmo período de 2020, mas retração de 12,2% na comparação com o ano anterior. Já a gasolina teve alta de 6,3% em relação a 2020 e queda de 6% ante 2019.
Em São Paulo, maior estado produtor e consumidor do país, o cenário desaquecido para o biocombustível fica enfatizado. Por lá, os estoques de etanol estão 30,5% menores na comparação anual, somando 2,6 bilhão de litros. Deste volume, 1,52 bilhão de litros são de hidratado – queda anual de 34,3% – e 1,08 bilhão são de anidro – retração de 24,3%.






Renata Bossle – NovaCana
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