Em 1º de novembro, os tanques de etanol da região Centro-Sul registraram sua primeira queda desde o começo da safra, totalizando 10,28 bilhões de litros ante os 10,31 bilhões vistos quinze dias antes – uma retração de 0,3%.
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 10, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
O volume também é 11,6% inferior aos 11,63 bilhões de litros estocados no mesmo período do ano passado. E, considerando os 11,07 bilhões de litros de 1º de novembro de 2019, a queda é de 7,2%.
Seguindo a tendência vista nos últimos meses, o perfil da estocagem dos dois tipos do biocombustível segue diferente do observado nas safras anteriores. O volume armazenado de anidro ficou em 4,5 bilhões de litros ao final da segunda quinzena de outubro, um crescimento de 2,2% em relação ao começo do mês e de 17,6% ante o mesmo período do ano passado.
Além disso, os estoques de anidro estão 20,9% mais altos em comparação com o volume contabilizado em 2019, antes da pandemia e da queda no consumo geral de combustíveis.
De acordo com os números da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica), nas duas últimas semanas de outubro, as usinas da região Centro-Sul produziram 526 milhões de litros do biocombustível a ser misturado à gasolina. Assim, a elevação de 94,76 milhões de litros nos tanques significa que 18% do total fabricado foi para os estoques.
O hidratado, por outro lado, sofreu com uma série de reduções. Em 1º de novembro, os tanques do biocombustível apresentaram queda quinzenal de 2,1%, encerrando com 5,78 bilhões de litros. Já em relação à posição de um ano antes – de 7,81 bilhões de litros –, a diminuição foi de 25,9%.
No período, ainda segundo a Unica, foram fabricados 527 milhões de litros de etanol hidratado. Dessa forma, com a queda dos estoques é possível entender que o volume comercializado ultrapassou o produzido.
A discrepância entre os dois tipos do biocombustível é justificada pela preferência das usinas pelo anidro. Como explica o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, “as unidades produtoras seguem priorizando a fabricação de etanol anidro em função com compromisso para com a mistura obrigatória”.
Em São Paulo, maior estado produtor e consumidor do biocombustível, os estoques somaram 5,55 bilhões de litros, uma queda de 15,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Do total, 2,62 bilhões de litros eram de etanol anidro (+11%) e 2,93 bilhões de litros de hidratado (-30,6%).






Giully Regina – NovaCana
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