A armazenagem de etanol do Centro-Sul continua uma tendência de alta, ainda que mais sutil do que a vista no começo da temporada. Em 1º de setembro, os tanques da região abrigavam 8,74 bilhões de litros, um acréscimo de 0,7% na comparação anual e de 11,6% ante a posição vista em 16 de agosto.
Em São Paulo, maior estado produtor e consumidor do biocombustível, os estoques chegaram a 4,6 bilhões de litros ao final de agosto. O volume representa uma alta anual de 7,4% e de 9,9% em relação a quinzena anterior.
Os números foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Considerando o total estocado, 59,8% era de hidratado e 40,2%, de anidro.
Um aumento nos volumes estocados foi registrado por toda a safra 2023/24, que apresentou uma moagem elevada e, também, uma recuperação no consumo de etanol no Centro-Sul. Especialistas consultados pelo NovaCana, entretanto, apontam que a temporada corrente deverá ficar abaixo da última, apenas superando as 600 milhões de toneladas de cana.
Para o etanol, a média das estimativas colhidas em abril de 2024 envolve uma queda de 4,9% na produção, para 31,95 bilhões de litros, considerando tanto o biocombustível vindo da cana-de-açúcar quanto o proveniente do milho. Assim, é esperado que os estoques apresentem uma eventual retração. Por enquanto, as altas têm apenas desacelerado.


Ao final de agosto, os tanques de etanol hidratado armazenavam 5,22 bilhões de litros. Apesar da alta quinzenal de 13%, o volume representa uma queda anual de 3,8% – na mesma data de 2023, estavam armazenados 5,43 bilhões de litros.
Segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica), a produção do biocombustível utilizado para abastecer diretamente os veículos foi de 1,56 bilhão de litros na segunda quinzena do mês, aumento de 10,3% ante o mesmo período da safra passada. Assim, o equivalente a 38,5% do total fabricado, ou 602,47 milhões de litros, foi direcionado aos estoques.
Em São Paulo, o armazenamento de hidratado totalizava 2,6 bilhões de litros após a segunda quinzena de agosto, alta de 3,6% na comparação anual.


O biocombustível a ser misturado à gasolina, por sua vez, teve um aumento anual de 8,2% em seus estoques, com 3,51 bilhões de litros. Em relação à posição final da quinzena anterior, o acréscimo foi de 9,5%.
Ainda segundo a Unica, a fabricação de etanol anidro foi de 889 milhões de litros no período, queda de 0,1% em relação ao ano passado. Considerando a elevação de 305,95 milhões de litros no volume dos tanques, um equivalente a 34,4% da produção foi armazenado.
Em São Paulo, 2,01 bilhões de litros de etanol anidro estavam estocados ao final da quinzena, uma elevação de 12,6% ante o registrado um ano antes.


Giully Regina – NovaCana
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