Com a entressafra de cana-de-açúcar oficialmente em andamento, os estoques de etanol do Centro-Sul tiveram quedas neste começo de ano. Em 16 de janeiro, as usinas armazenavam 8,69 bilhões de litros do biocombustível, retração 10,6% em relação aos 9,72 bilhões registrados no primeiro dia do mês.
Em comparação com a posição de um ano atrás, por outro lado, houve um aumento de 30,5% nos tanques. A maior armazenagem reflete tanto a continuidade da moagem de cana-de-açúcar quanto uma maior aposta das usinas no consumo do biocombustível.
Os números foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na última sexta-feira, 26. Considerando o total estocado, 59,5% era de hidratado e 40,5%, de anidro.
Ao final da primeira metade de janeiro, o volume armazenado do biocombustível utilizado para abastecer diretamente os veículos era de 5,17 bilhões de litros, queda quinzenal de 11%. Na comparação anual, em contrapartida, houve um aumento de 35,6% – um ano antes, o estoque de hidratado era de 3,81 bilhões de litros.
Segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica), a produção de etanol hidratado foi de 214 milhões de litros na quinzena, acréscimo anual de 121,6%.
Da mesma forma, o renovável a ser misturado à gasolina contabilizou um estoque de 3,52 bilhões de litros, alta de 23,8% ante os 2,85 bilhões de litros vistos em 16 de janeiro de 2023. Ainda assim, houve uma queda de 10% na comparação quinzenal.
Conforme a Unica, a fabricação quinzenal de etanol anidro foi de 124 milhões de litros, aumento anual de 11,1%.
Em São Paulo, maior estado produtor e consumidor do biocombustível, as usinas mantinham 4,64 bilhões de litros armazenados em 16 de janeiro. O volume representa uma alta de 38,7% ante os 3,35 bilhões de litros vistos um ano antes.
Do total, 2,62 bilhões de litros eram de hidratado (+51,6%) e 2,02 bilhões de litros eram de anidro (+24,8%).






Giully Regina – NovaCana
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