Os níveis de etanol nos reservatórios das usinas entram no período mais crítico da entressafra próximos do pior nível já registrado nas últimas safras
A curva que mede os estoques do etanol no Centro-Sul, mesmo respeitando os movimentos de crescimento e queda que caracterizam o comportamento ao longo do ano, tem se mantido em níveis consideravelmente mais baixos quando comparados com o registrado em 2014/2015.
Seguindo essa tendência, os níveis de etanol nos reservatórios das usinas entram no período mais crítico da entressafra próximos do pior nível já registrado nas últimas safras.
Na primeira quinzena de fevereiro, os estoques totais de etanol baixaram...






A curva que mede os estoques do etanol no Centro-Sul, mesmo respeitando os movimentos de crescimento e queda que caracterizam o comportamento ao longo do ano, tem se mantido em níveis consideravelmente mais baixos quando comparados com o registrado em 2014/2015.
Seguindo essa tendência, os níveis de etanol nos reservatórios das usinas entram no período mais crítico da entressafra próximos do pior nível já registrado nas últimas safras.
Na primeira quinzena de fevereiro, os estoques totais de etanol baixaram 824,3 milhões de litros, chegando a 3,7 bilhões de litros. Na comparação com o mesmo período do ano passado, os estoques agora estão 29,6% menores, quando os volumes eram de 5,3 bilhões de litros de etanol.
Apesar do nível baixo, o ritmo de esvaziamento parece finalmente arrefecer. Se compararmos com o ritmo de queda quinzena a quinzena, nos últimos dias de janeiro a queda no nível dos reservatórios foi de 958,2 milhões. Já, na primeira quinzena de janeiro, o esvaziamento dos reservatórios chegava a 1 bilhão de litros de etanol.
Em relação ao etanol hidratado, a queda nos estoques chama mais de atenção. Os números registrados em 16 de fevereiro demonstram níveis 46% menores do que no mesmo período da safra anterior, o patamar baixo das últimas cinco safras, totalizando 1,6 bilhão de litros.
Esse número caracteriza um esvaziamento de 443,8 milhões nos primeiros 15 dias de fevereiro. Assim como no caso dos estoques totais, o esvaziamento do etanol hidratado também é menor do que o registrado nos quinze dias anteriores, quando a diminuição dos níveis foi de 578,1 milhões de litros. Se continuarem nesse ritmo de queda, mesmo no sufoco, os estoques de hidratado devem durar até o fim da entressafra, em 31 de março. O volume de 1,6 bilhão de litros é o total de combustível que existe nos tanques das usinas para atender o mercado na segunda quinzena de fevereiro e em março.
O etanol anidro, por sua vez, apresentou uma redução nos estoques de cerca de 400 milhões de litros, com o volume passando de 2,8 bilhões para 2,4 bilhões de litros. O número é apenas 10% do que o registrado no mesmo período da safra 2014/2015, e demonstra folga nos estoques até o período de encerramento da safra.
Expectativa
Na semana passada o preço do etanol na usina e para o consumidor subiu novamente, fazendo com que os valores cobrados pelo etanol nos postos batessem novamente recordes. Mesmo diante desse cenário, a ideia de que os consumidores migrariam de volta para a gasolina não está acontecendo como o esperado nesse momento de crise.
Segundo expectativa da Datagro, frente a esse consumo “surpreendentemente resistente”, os estoques de etanol hidratado devem chegar no final do ano-safra 2015/16 a algo em torno de 300 milhões de litros, ante 1,2 bilhões de litros registrados no mesmo período do ano anterior.






Marina Gallucci – NovaCana