O acompanhamento dos tanques de etanol da região Centro-Sul demonstrou uma manutenção das tendências observadas nos últimos meses, com as usinas dando preferência para a estocagem de anidro, produto que é misturado à gasolina. Os números atualizados foram divulgados hoje, 28, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Em 16 de julho, a armazenagem da região totalizava 5,58 bilhões de litros, queda de 17,9% em comparação com os 6,8 bilhões de um ano antes. Apesar da retração, o volume é 12,2% superior ao visto no mesmo período da safra 2019/20 – quando o mercado ainda não havia sido afetado pela pandemia de covid-19.
Considerando os tipos do biocombustível, a distância na comparação anual é bastante distinta. Os estoques de anidro, por exemplo, estão apenas 0,5% abaixo do patamar de um ano antes, com 2,21 bilhões de litros. Em relação à 16 de julho de 2019, o volume é 10,2% superior.
Por sua vez, os tanques de hidratado guardavam 3,37 bilhões de litros no encerramento da quinzena, 26,3% a menos no comparativo anual. Na comparação com o registro de dois anos antes, a posição é 13,5% superior.
Em São Paulo, maior estado produtor e consumidor de etanol do país, os estoques somavam 3,17 bilhões de litros em 16 de junho, retração anual de 25,7%. No caso do hidratado, a diminuição foi de 32,3%, com 1,83 bilhão; já o anidro teve uma queda de 14,3%, para 1,34 bilhão.
O avanço quinzenal dos estoques também demonstra a maior preferência das usinas pela fabricação de anidro, acompanhando a demanda por este tipo de etanol. De acordo com a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), as vendas de hidratado para o mercado interno foram de 701,17 milhões de litros, uma redução de 6,8% ante o mesmo período da última safra. As comercializações de anidro, em contrapartida, tiveram aumento de 27%, com 468,31 milhões de litros.
De maneira geral, o volume armazenado pelas usinas do Centro-Sul subiu 1 bilhão de litros ao longo da primeira metade de julho, o equivalente a 47% da produção no período, segundo dados da Unica. Deste volume, 587,74 milhões foram de hidratado – o que corresponde a 46,2% da produção – e 428,65 milhões de anidro, uma relação de 48,2%.
“As unidades produtoras permanecem priorizando a produção do etanol utilizado como aditivo à gasolina, registrando sucessivos aumentos ao longo das quinzenas”, reforça o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues.






Renata Bossle – NovaCana
EXCLUSIVO PARA ASSINANTES
VEJA COMO É FÁCIL E RÁPIDO ASSINAR