Após a tempestade, sempre vem a bonança? Muitas vezes encarado com receio pelos produtores, o enfraquecimento do El Niño traz agora um horizonte ensolarado para o setor sucroenergético brasileiro. A safra 2015/16 sofreu as consequências do excesso de chuvas, mas o fenômeno deve permitir o início precoce da próxima safra por meio da cana bisada, aumentou as possibilidades de tempo mais seco, além de ter afetado consideravelmente a safra da Índia, segundo maior produtor de açúcar do mundo.
Somando esse cenário aos valores já considerados animadores da atual temporada, diversas consultorias e associações esperam números recordes de moagem para 2016/17, com direito a uma perspectiva de aumento entre 2,5% e 9,6% na comparação entre as previsões preliminares divulgadas às vésperas do atual período.
Ainda assim, é preciso manter a cautela. Os canaviais continuam envelhecendo e a dificuldade de acesso ao crédito tem limitado os investimentos no campo e na indústria. Mesmo com os melhores preços internacionais do açúcar e a recuperação doméstica dos valores do etanol, o mercado ainda é suscetível a influências externas – políticas e econômicas.
O novaCana.com entrou em contato com consultorias que atuam no setor de açúcar e etanol e fez um levantamento das principais perspectivas para a próxima safra apresentados até o momento. No total, as previsões envolvem apostas de diversas consultorias, uma entidade e um grupo controlador de usina.
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