O governo dos Estados Unidos reduziu sua previsão para a produção doméstica de milho em 2,7% na quinta-feira, uma vez que os solos secos nas principais áreas de cultivo do oeste reduziram o potencial para uma colheita abundante.
A produção abaixo do esperado do maior produtor mundial de milho aumentará as preocupações com a oferta restrita das safras mundiais e a inflação de alimentos, potencialmente aumentando os preços de ração animal, óleos vegetais usados para cozinhar e combustível, assim como pão e macarrão.
As últimas previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) estavam abaixo da média da previsão dos analistas e provocaram uma recuperação nos mercados futuros, com o milho negociado em Chicago avançando 5%, para a sua máxima em quase seis semanas após definhar em território negativo antes do relatório ser lançado.
A produção de milho deve chegar a 14,750 bilhões de bushels, com base em um rendimento médio de 174,6 bushels por acre, disse o USDA em seu relatório mensal de oferta e demanda.
O governo projetou safras recordes de milho nos principais estados produtores no leste do rio Mississippi, como Illinois, Indiana e Ohio. Mas a seca devastou as lavouras na Dakota do Sul e Minnesota, destruindo o potencial para uma colheita recorde prevista no início da temporada de cultivo.
Analistas esperavam que o relatório mostrasse uma produção de milho em 15,004 bilhões de bushels, com rendimentos estimados em 177,6 bushels por acre.
Há um mês, o relatório do USDA previa uma produção de milho de 15,165 bilhões de bushels com um rendimento médio de 179,5 bushels.
Mark Weinraub