Os Estados Unidos sancionaram nesta quinta-feira, 11, a petroleira estatal cubana Unión Cuba-Petróleo (Cupet) como parte de suas medidas de pressão econômica contra Havana, anunciou o secretário de Estado, Marco Rubio.
Como consequência, a companhia, que controla a extração nos campos petrolíferos cubanos, assim como o refino e a distribuição de combustíveis, não poderá estabelecer qualquer tipo de relação financeira ou empresarial nos Estados Unidos.
“O governo comunista de Cuba há muito tempo utiliza a energia como uma arma, tanto para reprimir quanto para alimentar uma cleptocracia do regime em benefício próprio”, disse Rubio em um comunicado.
A Cupet passou a integrar a lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro.
“Com a sanção aplicada hoje contra a empresa Cupet, a administração americana aprofunda o cerco energético e, com isso, o genocídio que comete contra o povo cubano”, reagiu no X o vice-primeiro-ministro Osar Pérez-Oliva Fraga, também ministro do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro.
Em seu comunicado, Rubio acusou a empresa de “revender incontáveis barris de escassa energia no mercado secundário, monopolizando suprimentos energéticos para suas forças militares, de inteligência e repressivas, e racionando energia como ferramenta de controle social”.
Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, Washington aumentou as medidas de retaliação econômica contra Cuba, país que considera uma ameaça à sua segurança nacional.
Cuba vive sob um embargo comercial desde 1962, embora há décadas alguns produtos, como a venda de trigo e outros insumos alimentícios, possam chegar à população mediante autorizações especiais de Washington.
A ilha caribenha produz 40% do petróleo que consome. O restante é importado, com essas importações praticamente interrompidas desde janeiro devido ao bloqueio petrolífero imposto pelo governo Trump, com a única exceção da chegada, há algumas semanas, de um navio russo.
O presidente decidiu impor esse bloqueio após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, como instrumento de pressão.
A Cupet surgiu em 1992 como um conglomerado empresarial, muitos anos depois das expropriações realizadas pelo regime comunista no início da revolução de 1959.
“Ativos-chave foram expropriados ilegalmente de proprietários americanos anos atrás”, afirmou Rubio em seu comunicado para justificar a medida.
O sistema energético de Cuba atravessa um de seus momentos mais críticos do ano, com apagões prolongados e níveis recordes de déficit de geração, devido à escassez de petróleo.