O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, afirmou que a escalada do petróleo já pressiona os preços dos derivados importados. Segundo Araújo, o país já recebe diesel dos Estados Unidos a valores mais elevados.
O Brent fechou a sessão de quarta-feira, 8, com alta de 5%, a US$78,02 o barril, o maior valor desde 19 de junho. Após o fechamento, os preços continuaram subindo e a alta chegou a quase 7% depois de os Estados Unidos voltarem a atacar Irã após Trump dizer que cessar-fogo “acabou”.
“Infelizmente, está ocorrendo um retrocesso no acordo com o Irã, e isso já está impactando os preços dos derivados de petróleo, com aumentos substanciais. Os preços dos combustíveis importados e dos produzidos por refinarias privadas tendem a subir”, disse Araújo.
Segundo membros do governo, a equipe econômica pode adiar a conclusão da retirada do subsídio à gasolina, prevista para esta semana, e postergar a eliminação total do subsídio ao diesel, atualmente de R$ 1,12 por litro.
Na semana passada, o governo reduziu em R$ 0,35 o benefício concedido ao diesel. Para Araújo, não é prudente retirar neste momento os subsídios aos combustíveis. “Devemos observar e aguardar”, avalia.
Ana Carolina Diniz