A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia, lançou nesta semana o relatório Perspectivas para o Mercado Brasileiro de Combustíveis no Curto Prazo. O documento apresenta projeções para as vendas mensais dos principais derivados de petróleo e biocombustíveis pelas distribuidoras no Brasil, incluindo óleo diesel, gasolina C, etanol hidratado, querosene de aviação (QAV) e gás liquefeito de petróleo (GLP).
Para 2021, a entidade trabalha com a projeção de aumentos nas vendas de QAV (24%); gasolina C (10%); diesel (6,6%); e GLP (0,2%). A exceção é o etanol hidratado, que deve cair 12,3% segundo a projeção.
Para 2022, as perspectivas trazidas pelo relatório são de crescimento para QAV (30%); etanol hidratado (6,7%); óleo diesel (1,2%); e GLP (0,9%). Já a gasolina C deve se manter estável.
As projeções, segundo a EPE, subsidiam o planejamento e a implementação de ações do Ministério de Minas e Energia, no âmbito da política energética, com vistas à garantia do abastecimento nacional.
Pelos dados apurados pela EPE, o mercado brasileiro de combustíveis está se recuperado gradualmente, mantendo-se acima dos níveis pré-pandemia em junho e julho, com destaques para a alta do consumo de óleo diesel e gasolina C.
“No caso do diesel, o crescimento das vendas reflete principalmente o forte desempenho do setor agropecuário brasileiro, com destaque para a safra recorde de grãos 2020/21. Os volumes comercializados de janeiro a julho de 2021 foram 10,4% maiores em comparação com o mesmo período de 2020”, destaca o relatório.
Sobre a retomada do consumo dos combustíveis do ciclo Otto, a EPE destacou o aumento, de janeiro a julho deste ano, do consumo de gasolina C, que teve um desempenho 9,2% maior em comparação com o mesmo período de 2020.
Rogério Mian