Cogeração de energia

Cogeração de energia

EPE estima maior participação das baterias em novo planejamento decenal do país


Agência Estado - Publicado: 03 Out 2025 - 08:04

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Prado, afirmou que as baterias e outras tecnologias de armazenamento deverão ter papel mais relevante no novo planejamento decenal que está sendo feito pela instituição para o país.

A EPE é uma empresa pública federal vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME) e responsável por planejar o setor energético do país. Agora, o órgão setorial está trabalhando no Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035, que apresentará as perspectivas da expansão do setor de 2026 a 2035.

No documento, a EPE deve trazer que as soluções de armazenamento podem ser da ordem dos “gigawatts”, citou Prado durante o 9º Fórum Cogen, promovido pela Associação da Indústria de Cogeração de Energia, que está sendo realizado em São Paulo (SP).

O executivo afirmou que o documento tratará também de outras opções, como as usinas hidrelétricas reversíveis, que permitem o bombeamento de água entre reservatórios para gerir seu conteúdo conforme a demanda.

No PDE 2034, as baterias foram vistas como “ainda longe de serem atrativas economicamente” e, portanto, tiveram sua entrada no sistema considerada “marginal”.

Agora, o presidente da EPE explicou que a entidade estabeleceu uma nova metodologia, que está sendo validada pelo MME e trabalhada também junto ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Durante sua apresentação no evento, Prado afirmou que a demanda atual do sistema é por “flexibilidade” e, por isso, o maior destaque para soluções de armazenamento. “Se a gente não conseguir avançar na ‘controlabilidade’ [sic] da geração distribuída, muito possivelmente enfrentaremos problemas severos de operação”, completou.

Ludmylla Rocha