Em um documento de 40 páginas enviado à Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) brasileira fez duras críticas às metas anuais propostas para o Padrão de Combustíveis Renováveis (RFS, na sigla em inglês). Apresentada em maio deste ano, a proposta da agência norte-americana reduz o total de combustíveis renováveis a serem utilizados nos EUA e também o espaço possível a ser ocupado pelo etanol de cana brasileiro (veja gráfico abaixo), classificado como biocombustível avançado.
O período para consulta pública e comentários se encerrou no último dia 27.
Conforme o novaCana evidenciou há dois meses, um dos principais argumentos da EPA para reduzir o espaço dos biocombustíveis avançados foi uma potencial limitação da capacidade brasileira. Para a agência, as metas ambiciosas do congresso norte-americano não estariam compatíveis com o crescimento esperado no Brasil da produção.
Conheça a defesa e os três argumentos que, segundo a Unica, sinalizam para uma sobra na capacidade das usinas de exportação de etanol. Complementado, confira a reação em cadeia ocorrida nos Estados Unidos durante o período de consulta pública que resultou no envio de mais de 47,6 mil comentários.
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