A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) recomendou a redução retroativa das misturas obrigatórias de biocombustíveis referentes a 2020, disseram duas fontes familiarizadas com o assunto, após o órgão ter enviado nesta quinta-feira uma proposta para revisão da Casa Branca.
A medida pode proporcionar um alívio imediato às refinarias de petróleo, que precisam cumprir as obrigações de mistura. Também deve fazer com que o governo do presidente Joe Biden seja arrastado ainda mais para um confronto entre as refinarias e a indústria de biocombustíveis sobre tais exigências.
Conforme o Programa Padrão de Combustíveis Renováveis dos EUA, as refinarias precisam misturar bilhões de galões de biocombustíveis ao combustível comercializado ou adquirir créditos negociáveis, conhecidos como RINs, daqueles que o fazem.
Agricultores e produtores de biocombustíveis argumentam que a redução das misturas obrigatórias afeta a demanda por seus produtos, embora as refinarias rejeitem essa alegação e afirmem que os custos atrelados ao programa colocam em risco empregos no setor de refino.
A EPA confirmou nesta quinta-feira ter enviado a proposta sobre a mistura obrigatória para o Escritório de Gestão e Orçamento da Casa Branca.
“A proposta visa colocar o programa de volta aos trilhos, ao mesmo tempo em que aborda os desafios decorrentes das decisões tomadas sob o governo anterior”, disse um porta-voz da EPA em um comunicado.
A agência, porém, não forneceu detalhes sobre a proposta, nem confirmou o conteúdo da reportagem da Reuters.
Stephanie Kelly e Jarrett Renshaw