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Frentes Parlamentares criam coalizão de biocombustíveis e miram “Mapa do Caminho”


Agência Estado - Publicado: 04 Fev 2026 - 14:22 | Atualizado: 05 Fev 2026 - 08:35

As frentes parlamentares da agropecuária, do biodiesel, do etanol e da economia verde lançaram nesta quarta-feira, 4, uma Coalizão pelos Biocombustíveis. Um dos objetivos da coalizão será acompanhar a regulamentação da lei do Combustível do Futuro (14.993/2024), segundo o coordenador geral do grupo, deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP).

Outra frente será a atuação junto ao executivo para formulação do “Mapa do Caminho Nacional” para a substituição gradual do uso de combustíveis fósseis dentre a estratégia de neutralidade climática. O movimento tem o apoio de entidades do setor produtivo.

De acordo com Jardim, a coalizão tende a atuar na interlocução entre legislativo, executivo e setor produtivo nas questões concernentes às políticas públicas para biocombustíveis.

As principais diretrizes serão: fortalecimento do desenvolvimento tecnológico nacional; reconhecimento da produção de biocombustíveis sem comprometer a oferta de alimentos; adoção do ciclo completo dos biocombustíveis, do berço ao túmulo; integração de políticas públicas; ampliação do acesso a linhas de financiamentos para investimento no setor; e valorização de modelos produtivos baseados na economia circular.

Quanto ao “Mapa do Caminho”, a coalizão enviará suas contribuições ao executivo até 8 de fevereiro. “Estamos sistematizando as contribuições de cada setor e vamos apresentar uma proposta. A coordenação do Mapa do Caminho está sendo feita pela Casa Civil e congrega vários ministérios e vamos enviar para todos as nossas contribuições”, afirmou Jardim a jornalistas durante o lançamento do grupo.

O assunto já foi dialogado também com o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, que prevê apresentar o Mapa do Caminho na abertura da COP 31, após o roadmap ter enfrentado resistências e não ter avançado na COP30.

Jardim vê espaço ainda para a coalizão propor a escala gradual do aumento das misturas obrigatórias de biocombustíveis aos fósseis, como prevê a lei do Combustível do Futuro.

“Todos os setores têm as suas demandas e sistematizaremos isso. A ideia é apresentar uma política para termos escala agora. Pretendemos alcançar cronograma em alguns setores para assegurar previsibilidade para os investimentos na indústria”, afirmou.

Questões tributárias e relacionadas ao mercado de carbono também estarão na pauta da coalizão.

Isadora Duarte