Entidades ligadas ao agronegócio e aos setores de bioenergia e biocombustíveis manifestaram “apoio integral” ao relatório do projeto de lei do Combustível do Futuro, produzido pelo deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) e apresentado na Câmara dos Deputados nesta semana.
As entidades afirmam que o parecer é “fundamental para o progresso energético e ambiental” do país. “Este projeto, oriundo do poder executivo e aprimorado pelo deputado, representa um marco significativo na busca por soluções energéticas mais sustentáveis e diversificadas, alinhadas com os desafios contemporâneos e as demandas por uma matriz energética mais limpa e eficiente”, argumentam as entidades.
O manifesto foi entregue por representantes da Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio), União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) e Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, na tarde desta quarta-feira, 28. A expectativa do setor é de que o relatório seja votado no plenário da Câmara na próxima semana.
No documento, as lideranças do setor dizem ainda que o Brasil tem “potencial único para liderar a transição energética lastreada em fontes de energia renovável e de baixo impacto ambiental”. Para isso, acreditam ser necessária a valorização de tecnologias como: biodiesel, combustível sustentável de aviação (SAF), biometano proveniente dos resíduos sólidos urbanos, dos esgotos e do setor agropecuário, e etanol oriundo da cana de açúcar e do milho.
“Ao promover o uso e o desenvolvimento dessas tecnologias, o relatório do Projeto de Lei em questão não apenas estimula a inovação e a diversificação da matriz energética nacional, mas também fortalece a segurança energética do país e impulsiona a criação de empregos e a geração de renda em setores estratégicos da economia”, concluem as entidades que pedem apoio do legislativo para aprovação do relatório.
O manifesto das entidades ligadas ao agronegócio ocorre em meio a críticas dos setores de petróleo e gás ao projeto de Jardim, que prevê aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, etanol anidro à gasolina e institui mandatos para combustível sustentável de aviação, biometano e diesel verde.
O documento é assinado por (em ordem alfabética):
Isadora Duarte