Não há exagero algum chamar a China de gigante asiático. Com uma economia de proporções grandiosas, o país traz simultaneamente um mercado a ser conquistado e uma indústria a ser explorada.
Para o setor de açúcar, a dinâmica chinesa envolve muitos pontos que levam a reflexos no mercado global. Além de ter uma produção interna considerável, o país também é o maior comprador de açúcar do mundo e tem, sob o controle do governo, um estoque capaz de acabar sozinho com o déficit de produção mundial previsto para a atual temporada (outubro-setembro).
“A China é o maior importador mundial de açúcar. Mas não só isso, é um país com um estoque muito grande”, Gareth Forber (LMC)
Esse delicado cenário foi explorado foi alvo de avaliação de dois especialistas na China e no mercado de açúcar mundial, o diretor de pesquisa de açúcar da LMC International, Gareth Forber, e o diretor de trading da Cofco Agri, Maurício Sacramento.
“Nos próximos meses, a China se tornará ainda mais importante para quem está observado o mercado”
Na reportagem a seguir:
- Perspectivas para liberação de estoques e possíveis impactos
- Panorama da interferência governamental nos preços
- “A Cofco está crescendo bastante no negócio de trading em função do mercado chinês”
- Desafios do setor açucareiro chinês: mecanização e custos de produção
- Expectativas para o futuro das exportações de açúcar para a China
- Processo de salvaguarda
- Estimativas para a produção chinesa de açúcar em 2016/17
- Situação do comércio ilegal: açúcar branco contrabandeado
- Concorrência com o xarope de milho na indústria
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