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Carteira de empréstimos do ProRenova cresce 96% em 2013

canaviais-usina-140114Programa será renovado este ano, mas antes precisa passar por definições dos políticos em Brasília
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A carteira de empréstimos da edição 2013 do Programa de Apoio à Renovação e Implantação de Novos Canaviais do BNDES (Prorenova) fechou o ano em R$ 2,65 bilhões, ante o R$ 1,35 bilhão de 2012. O valor corresponde ao total pedido ao banco, considerando os projetos que já receberam o desembolso, os já aprovados e os que ainda estão sob análise para aprovação e desembolso durante o ano de 2014.

Confira a seguir:
- Área de cana renovada com dinheiro do BNDES
- O incentivo as variedades de cana protegidas deu certo?
- A participação do BNDES no total de expansão e renovação dos canaviais
- Nova edição do ProRenova depende de decisões dos políticos em Brasília, não apenas do BNDES

A carteira de empréstimos da edição 2013 do Programa de Apoio à Renovação e Implantação de Novos Canaviais do BNDES (Prorenova) fechou o ano em R$ 2,65 bilhões, ante o R$ 1,35 bilhão de 2012. O valor corresponde ao total pedido ao banco, considerando os projetos que já receberam o desembolso, os já aprovados e os que ainda estão sob análise para aprovação e desembolso durante o ano de 2014.

Com este montante, o banco poderá viabilizar projetos que somam 635 mil hectares, área 58,75% maior do que a beneficiada pela edição 2012 do programa. Os canaviais de aproximadamente 68% da área, ou 431,8 mil hectares, devem ser renovados, enquanto o restante do espaço deverá corresponder à expansão de lavouras de cana-de-açúcar. Isso significa que, se a previsão da Conab para renovação e expansão dos canaviais durante a safra 2013/2014 se concretizar – 969 mil hectares e 344,7 mil hectares, respectivamente –, aproximadamente 44,5% da renovação e 58,9% da expansão serão financiadas pelo programa do BNDES.

Variedades protegidas

Segundo o banco, o incentivo criado no ano passado para disseminar o uso de variedades "protegidas" de cana, visando aumentar a difusão tecnológica e a produtividade dos canaviais, também teve bons resultados. Aumentando a participação do banco nos itens financiáveis para até 90% para quem escolhesse variedades protegidas e diminuindo a participação para 70% para quem optasse por variedades que já estão em domínio público, o BNDES alcançou seu objetivo: "Das operações do programa do ano passado, 70% da área plantada se utilizou de variedades protegidas", disse o diretor de Departamento de Biocombustíveis, Artur Yabe.

Apesar de o BNDES não revelar quantos projetos já foram aprovados, nem o montante destinado a eles, a assessoria da instituição informou que, até dezembro, foram desembolsados R$ 381 milhões para os projetos enviados até dezembro de 2013. Boa parte destes recursos pode ter ido para três projetos – dois do grupo paranaense Usaçúcar e um do grupo São Martinho – aprovados até setembro, que, segundo release publicado à época, somavam R$ 356,2 milhões e contemplavam o plantio de 83,2 mil hectares.

"Dentro do esperado"

Quando as alterações para a edição 2013 do ProRenova foram aprovadas, em julho, o banco anunciou que esperava aprovar uma carteira de empréstimos de R$ 3 bilhões. A carteira ficou abaixo da estimativa inicial, mas, de acordo com o diretor de Departamento de Biocombustíveis, o valor ainda ficou "dentro do esperado". Já a assessoria do banco ressaltou o fato de que o programa só começou a rodar em agosto do ano passado e o programa não teve um ano cheio para atingir ou superar a previsão.

Nas mãos de Brasília

Como a renovação do ProRenova é certa, segundo Yabe, o banco pretende lançar a edição 2014 do programa "no começo do ano, o quanto antes", o que pode evitar que o tempo de operação seja um fator limitante também este ano.

Ainda assim, as discussões com relação a possíveis alterações no programa extrapolam o banco e são feitas com Brasília, motivo pelo qual o representante evita estabelecer prazos ou dar estimativas para o anúncio das condições para a edição 2014. Yabe também não revela quais condições do programa poderiam ser alteradas para este ano.

A única expectativa revelada é de que a procura por empréstimos voltados para a parte agrícola deve diminuir. "A previsão é de que a safra [2014/2015] vai ocupar toda a capacidade instalada", explica o diretor de biocombustíveis. Assim, o gargalo do setor deixará de ser a parte agrícola e passará a ser a parte industrial da produção. "Os últimos dois anos foram de recuperação do canavial, de recuperar a produtividade perdida em anos anteriores. A partir da safra que vem, vamos entrar em um ritmo de investimento mais regular, mais estável", conclui.

Vivian Faria – NovaCana
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