Todas as negociações da Raízen receberam nota AAA(bra) com perspectiva estável. Assim, a Fitch demonstra que espera que a usina pague os papéis integralmente e dentro do prazo
Uma vez mais, a Raízen teve avaliação positiva pela empresa de classificação de riscos Fitch Ratings. Em abril, a agência reafirmou os ratings da joint venture em BBB- (escala global) e brAAA (escala nacional), após a aquisição de ativos na Argentina. A mesma reafirmação foi realizada pela Standard & Poor's (S&P).
Agora, a joint venture das empresas Cosan e Shell teve seis séries da primeira emissão de Certificados Recebíveis do Agronegócio (CRAs) avaliadas pela agência de risco. As emissões foram feitas por meio da RB Capital Companhia de Securitização (RB Capital).
Todas as negociações receberam nota AAA(bra) com perspectiva estável. Assim, a Fitch demonstra que espera que a usina pague integralmente e dentro do prazo os investimentos captados pelos certificados em cada uma das etapas.
Saiba mais:
- Condições de juros e pagamento das emissões de CRA da Raízen
- Justificativas de nota da Fitch
- Participação do Itaú Unibanco
Uma vez mais, a Raízen teve avaliação positiva pela empresa de classificação de riscos Fitch Ratings. Em abril, a agência reafirmou os ratings da joint venture em BBB- (escala global) e brAAA (escala nacional), após a aquisição de ativos na Argentina. A mesma reafirmação foi realizada pela Standard & Poor's (S&P).
Agora, a joint venture das empresas Cosan e Shell teve seis séries da primeira emissão de Certificados Recebíveis do Agronegócio (CRAs) avaliadas pela agência de risco. As emissões foram feitas por meio da RB Capital Companhia de Securitização (RB Capital).
Todas as negociações receberam nota AAA(bra) com perspectiva estável. Assim, a Fitch demonstra que espera que a usina pague integralmente e dentro do prazo os investimentos captados pelos certificados em cada uma das etapas.
Quatro das séries têm como garantia Cédulas de Produto Rural (CPR-Fs) emitidas pela Raízen Energia em favor da Agrícola Ponte Alta Ltda (APA) para a compra de cana-de-açúcar. As outras duas foram emitidas pela Raízen Combustíveis para aquisição de etanol.
No total, os créditos emitidos somam R$ 2,35 bilhões em recursos para a empresa, sendo o mais alto no valor de R$ 738,8 milhões.

A responsabilidade está sob a qualidade de crédito da Raízen Combustíveis e da Raízen Energia, ambas com notas AAA(bra) no rating a longo prazo, exceto as séries 11ª e 12ª, garantidas apenas pela Raízen Energia.
As duas empresas, segundo o relatório, têm solidez suficiente para honrar os compromissos implicados nos CRAs e, portanto, representam risco baixo de não pagamento para quem adquirir os papéis.
Como foram as negociações?
As seis emissões foram feitas duas a duas, em três datas diferentes. As emitidas mais recentemente foram as 11ª e 12ª, em 15 de dezembro do ano passado, com os prazos de seis e sete anos, respectivamente.
A 11ª emissão tem juros correspondentes a 97% do CDI e a 12ª segue correção monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e juros de 4,75% ao ano – o pagamento de ambas será feito em parcela única. Já os juros serão quitados em 15 de junho e 17 de dezembro desse ano.
Já as sexta e sétima séries foram emitidas em 27 de abril do ano passado: a primeira com prazo de seis anos e juros a 96% do CDI e a segunda com um ano a mais de prazo. A correção monetária é pelo IPCA, com juros de 4,7258% ao ano.
O último pagamento de juros foi em abril deste ano, um total de R$ 23,76 milhões e R$ 10,65 milhões para cada uma das negociações. A sexta série tem juros semestrais e a sétima, anuais, e o pagamento do benefício principal será em parcela única, no vencimento final.
Por fim, as terceira e quarta séries foram emitidas em 5 de maio de 2016. Uma tem prazo de seis anos e os juros são de 98% do CDI ao ano e a outra possui um ano a mais de prazo com correção monetária baseada no IPCA, além de spread (diferença entre os preços de compra e de venda) fixo anual de 6,168%.
Neste caso, o último pagamento dos juros foi em maio deste ano, nos valores de R$ 14,70 milhões (3ª série) e R$ 6,58 milhões (4ª série).
Além disso, essas duas séries têm uma especificidade: são indexadas aos Certificados de Depósito Interbancário (CDI). A taxa de desconto das Cédulas de Produto Rural Financeiras (CPR-Fs), que serve de garantia para as séries, é pré-fixada. A situação pode gerar, conforme o documento, um "descasamento de taxa de juros".
Caso não haja recursos para quitar a diferença entre as amortizações programadas e os pagamentos das CPR-Fs, por conta dos juros não baterem, a Raízen Energia ou a Raízen Combustíveis devem arcar com o subsídio.
Itaú Unibanco está na jogada
Outro fator de otimismo para a agência de classificação de risco em relação à emissão dos CRAs é a posição do Itaú Unibanco S.A. como auxiliar (contraparte) na operação.
Isso ocorre porque o lastro (valores devidos) é pago diretamente em conta da RB Capital, que negocia os papéis na bolsa. O banco funciona como um agente de pagamento, pois o dinheiro fica na conta da administradora de crédito por três dias úteis.
Assim como a sucroenergética, o banco também tem bons ratings na escala da Fitch: AAA(bra), com perspectiva estável no longo prazo, e F1+(bra) nas avaliações de curto prazo. A presença de companhias com perfil estável de crédito torna a emissão dos recebíveis mais seguras.
Gabrielle Rumor Koster e Nicholle Murmel – NovaCana