Operação indica situação confortável com os agentes financeiros
Considerada uma alternativa às tradicionais linhas de crédito, a emissão de Certificados Recebíveis do Agronegócio (CRAs) tem sido uma alternativa de captação de recursos frequentemente adotada pelas empresas sucroenergética. Além de alongar e diversificar a dívida, essa modalidade também é considerada vantajosa por promover uma exposição positiva da empresa, que se torna mais conhecida entre os investidores.
Dessa forma, não surpreende que a goiana Jalles Machado, que captou R$ 41,5 milhões em 2014, tenha optado por repetir a estratégia. Em novembro do ano passado, a empresa divulgou que pretendia realizar sua segunda oferta de CRAs no valor de R$ 60 milhões.
Considerada uma alternativa às tradicionais linhas de crédito, a emissão de Certificados Recebíveis do Agronegócio (CRAs) tem sido uma alternativa de captação de recursos frequentemente adotada pelas empresas sucroenergética. Além de alongar e diversificar a dívida, essa modalidade também é considerada vantajosa por promover uma exposição positiva da empresa, que se torna mais conhecida entre os investidores.
Dessa forma, não surpreende que a goiana Jalles Machado, que captou R$ 41,5 milhões em 2014, tenha optado por repetir a estratégia. Em novembro do ano passado, a empresa divulgou que pretendia realizar sua segunda oferta de CRAs no valor de R$ 60 milhões.
Já no momento do anúncio, a Jalles Machado explicou que esse valor poderia ser elevado em mais R$ 21 milhões, alcançando R$ 81 milhões com o auxílio de um lote suplementar. Mas não foi necessário tanto, a demanda superou a oferta inicial com uma margem menor, atingindo o montante final de R$ 67,3 milhões.
De acordo com Fato Relevante assinado pelo diretor presidente da Jalles Machado, Otávio Lage de Siqueira Filho, e pelo diretor financeiro da companhia, Rodrigo Penna de Siqueira, os recursos serão utilizados para reforçar a liquidez da companhia e fazer frente às amortizações futuras.
“O sucesso da operação ratifica o reconhecimento que a Jalles Machado tem no mercado financeiro e de capitais e auxilia a companhia na diversificação da captação de recursos para o desenvolvimento de suas atividades, a taxas mais competitivas e prazos mais longos”, afirmam.
No total, 896 investidores adquiriram CRAs com uma remuneração de CDI +3%, um valor abaixo da taxa teto de CDI +3,5%. O pagamento dos recursos será feito mensalmente ao longo de cinco anos, com vencimento dos certificados em abril de 2020.
A emissão será feita em série única pela securitizadora Gaia Agro, a mesma empresa responsável pela operação anterior e também pela captação de recursos com CRAs para outros grupos como Raízen e Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA). Segundo comunicado oficial, a emissão sob a Instrução CMV 400 teve como coordenadores o Banco Votorantim e a XP Investimentos.
Renata Bossle – NovaCana
