A safra de milho do Rio Grande do Sul deverá somar 2,77 milhões de toneladas, ante 6,11 milhões na previsão inicial, uma queda de 54,7%, estimou a Emater no final de semana, ao apontar mais perdas pela seca no estado.
Considerando o valor do produto que deixa de ser colhido, o órgão de assistência técnica ligado ao governo gaúcho aponta perdas no milho de R$ 5,3 bilhões na temporada 2021/22.
A redução da produtividade no Rio Grande do Sul é um dos fatores por trás da severa queda na safra brasileira, que não será mais recorde, com estados como Paraná e Mato Grosso do Sul também sofrendo os efeitos da estiagem. O país já colheu cerca de um quarto das áreas.
De acordo com o Boletim Adverso, divulgado no sábado, cerca de 257 mil propriedades agrícolas foram atingidas pelos efeitos da estiagem, além de aproximadamente 17,3 mil famílias com dificuldades ao acesso à água.
O número de produtores atingidos no cultivo de milho ultrapassou os 98 mil, acréscimo de quase 5 mil produtores com perdas na sua produção em relação ao último levantamento.
“O efeito principal da estiagem resulta na menor oferta de pastagens para os rebanhos, com a consequente necessidade de adquirir maior quantidade de alimentos de fora da propriedade, agravando a crise enfrentada pelos produtores, com custos de produção elevada”, disse a Emater em boletim.
Roberto Samora