Em um ano cuja previsão é se encerrar com até dez usinas produtoras de etanol com as portas cerradas, a informação de que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou, no primeiro semestre deste ano, a construção de três usinas para a produção do biocombustível e a operação de duas novas usinas pode parecer algo contraditório.
É consenso entre os principais players do mercado que a falta de políticas públicas claras que estabeleçam a possibilidade de um horizonte de confiança a longo prazo para o setor estancou o ânimo e a intenção do investidor e do empresariado em novos investimentos.
Pesos pesados e analistas do segmento são tachativos ao confirmar que não há, até que o cenário seja alterado pela adoção de práticas governamentais de incentivo à produção do etanol, condições de retomada dos investimentos no negócio sucroalcooleiro.
Ainda assim novas cinco novas usinas surgiram no primeiro semestre (duas ainda em construção e três que iniciaram as operações neste ano). A explicação para este contraste pode ser percebida analisando as empresas e usinas por trás das autorizações da ANP.
Veja a seguir quais são, onde estão e os detalhes destas cinco novas usinas autorizadas, informações sobre as quatro unidades ampliadas, sobre as quatro usinas que tiveram a autorização da ANP cancelada e sobre os projetos de novas usinas que ainda estão em análise no governo.
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