Um incêndio destruiu um dos armazéns de açúcar do Terminal Exportador de Açúcar do Guarujá (TEAG).
Um incêndio destruiu um dos armazéns de açúcar do Terminal Exportador de Açúcar do Guarujá (TEAG), joint venture entre a americana Cargill e Biosev, do grupo francês Louis Dreyfus. O fogo, que foi deflagrado na madrugada de ontem, tinha sido contido até o fim da tarde. Esse é o terceiro incêndio de grandes proporções em terminais que armazenam açúcar no Porto de Santos.
Há um ano, a Copersucar teve boa parte de seu armazém destruído pelas chamas, com perda de 180 mil toneladas de açúcar. À época, chegou-se a cogitar que o incêndio teria sido criminoso, mas as suspeitas foram descartadas após a perícia detectar que fagulhas que saíram de uma das esteiras provocaram o incêndio. Em agosto, a Cosan também teve um dos seus armazéns atingidos.
"Umidade baixa, seca e açúcar muito fino são forte risco. As usinas vão se reunir para discutir uma forma de armazenagem", disse uma fonte.
Em comunicado, a Biosev informou que estão sendo apuradas as causas do incêndio. "A capacidade total dos armazéns do TEAG é de 110 mil toneladas e o atingido estocava cerca de 50 mil toneladas, dos quais 50% são da Biosev. A área de carregamento não foi atingida", disse a Biosev. Conforme a Biosev, não houve feridos. A companhia, que tem seguro para edificações, equipamentos e estoques, disse já ter identificado "capacidade contingente disponível para cobrir o período de interrupção das operações".