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Elite do setor: 30 maiores grupos têm prejuízos combinados duas vezes maior do que lucros

usina torres 150915Uma amostra refinada de grupos do setor sucroenergético, que representa a elite empresarial – apenas com os conglomerados que conseguiram se posicionar entre os mil maiores do país em termos de faturamento – deixa evidente porque apesar da perspectiva de uma safra atual melhor do que a anterior, os usineiros têm muito com que se preocupar.

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Uma amostra refinada de grupos do setor sucroenergético, que representa a elite empresarial – apenas com os conglomerados que conseguiram se posicionar entre os mil maiores do país em termos de faturamento – deixa evidente porque apesar da perspectiva de uma safra atual melhor do que a anterior, os usineiros têm muito com que se preocupar.

Dos 30 maiores grupos do setor sucroenergético em receita líquida, menos da metade das companhias perderam dinheiro com o negócio em 2014, no entanto, em volume de recursos, os prejuízos foram duas vezes maiores que os lucros.

A perda combinada das 12 companhias que encerraram o ano passado no vermelho foi de R$ 2 bilhões. O valor é mais do que o dobro do lucro conjunto, de R$ 929 milhões, aferido pelas 17 superavitárias (uma das empresas listadas não possui dados sobre este indicador).

Já o endividamento oneroso — que gera despesas financeiras, como empréstimo, financiamento e debêntures — dos grupos avaliados somava R$ 56,7 bilhões ao final de 2014, enquanto as receitas marcavam R$ 58,8 bilhões.

Com um recorte diferente, há cerca de dois meses, foi apresentado um ranking, mais estendido, revelando as 81 empresas do setor sucroenergético entre as duas mil maiores companhias brasileiras. Este novo levantamento apresenta a maior parte das informações de forma consolidada por grupo econômico e traz todos os oito indicadores financeiros em moeda nacional.

A seguir, em detalhes:

- a receita de cada grupo e a variação em relação a 2013

- o lucro de cada companhia

- o desempenho operacional (Ebitda) dos negócios

- endividamento de cada grupo

- planilha interativa com opções avançadas de filtros

Uma amostra refinada de grupos do setor sucroenergético, que representa a elite empresarial – apenas com os conglomerados que conseguiram se posicionar entre os mil maiores do país em termos de faturamento – deixa evidente porque apesar da perspectiva de uma safra atual melhor do que a anterior, os usineiros têm muito com que se preocupar.

Dos 30 maiores grupos do setor sucroenergético em receita líquida, menos da metade das companhias perderam dinheiro com o negócio em 2014, no entanto, em volume de recursos, os prejuízos foram duas vezes maiores que os lucros.

A perda combinada das 12 companhias que encerraram o ano passado no vermelho foi de R$ 2 bilhões. O valor é mais do que o dobro do lucro conjunto, de R$ 929 milhões, aferido pelas 17 superavitárias (uma das empresas listadas não possui dados sobre este indicador).

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Quanto ao Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), indicador que representa a capacidade de geração de recursos através das atividades operacionais, quase todas as companhias obtiveram melhoras.

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Já o endividamento oneroso – que gera despesas financeiras, como empréstimo, financiamento e debêntures – dos grupos avaliados somava R$ 56,7 bilhões ao final de 2014, enquanto as receitas marcavam R$ 58,8 bilhões.

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As três dezenas de companhias integram o ranking das mil maiores do país, o Valor1000, elaborado pelo jornal Valor Econômico, publicação de referência em economia e negócios.

Diferenças de avaliação

Com um recorte diferente, há cerca de dois meses, outra publicação importante, a Revista Exame também apresentou um ranking, mais estendido, revelando as 81 empresas do setor sucroenergético entre as duas mil maiores companhias brasileiras.

Ao contrário da listagem anterior, o levantamento do Valor apresenta a maior parte das informações de forma consolidada, o que reflete com mais precisão a realidade dos grupos econômicos, e traz todos os oito principais indicadores financeiros em moeda nacional.

Saída da Raízen

Uma significativa alteração no ranking é a saída da Raízen Energia dentre as 30 maiores do setor de açúcar e álcool. A mudança se deu em razão da consolidação dos resultados dos segmentos sucroenergéticos e de distribuição (Raízen Combustíveis), que agora aparecem de forma simplificada como Raízen, o que acarretou na reclassificação da empresa para o setor de petróleo e gás.

Sem a Raízen Energia, que conta com 24 usinas, as maiores do setor perderam em faturamento na comparação com o 2013. A receita líquida das 30 maiores somou R$ 58,6 bilhões em 2014, valor 12% inferior aos R$ 66,6 bilhões registrados um ano antes.

Exceções regionais

Entre as maiores do setor em 2014, 28 são sediadas no centro-sul das quais 26 em São Paulo, uma no Paraná, o grupo Santa Terezinha, com R$ 2 bilhões em receitas, e outra em Goiás, a Cerradinho Bioenergia. As únicas nordestinas entre as 30, são as empresas Copertrading e a Caeté, ambas situadas em Alagoas.

A Copertrading, além de comercializar a produção sucroalcooleira regional, conta com duas usinas e registrou uma receita líquida de R$ 530,3 milhões o período. Já a Caeté (grupo Carlos Lyra) possui quatro unidades e aferiu vendas de R$ 941 milhões.

Tabela interativa

Os dados financeiros completos de 2011, 2012, 2013 e 2014 das sucroenergéticas selecionadas pelo NovaCana entre mil maiores empresas ranqueadas pelo Valor Econômico estão disponíveis na plataforma de dados estatísticos.

Para saber mais sobre as maiores empresas sucroenergéticas do país, leia também:

- Elite do setor sucroenergético: As 50 usinas e empresas mais lucrativas de 2014

- As 25 usinas e empresas que mais perderam dinheiro em 2014 no setor sucroenergético

- As 81 maiores empresas do setor sucroenergético em 2014

- O desempenho das usinas de açúcar e etanol contra outros 25 setores da economia

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