O portal NovaCana elaborou um ranking com as 46 empresas que mais lucraram no segmento de açúcar e álcool com base nas 88 maiores companhias do setor sucroenergético
A retomada do setor de açúcar e etanol ainda não permitiu uma recuperação nos lucros, nem mesmo entre as empresas mais saudáveis do setor, como mostra levantamento dos balanços financeiros das usinas.
Olhando apenas para a lucratividade das usinas, na amostra das maiores empresas que terminaram o ano com lucro, fica claro que sobrou menos dinheiro (lucro líquido ajustado) para as usinas em 2015 do que em 2014, embora tenha sido melhor que em 2013.
O NovaCana elaborou um ranking com as 46 empresas que mais lucraram no segmento de açúcar e álcool com base nas 88 maiores companhias do setor sucroenergético.

Veja a seguir quais são as empresas que fazem parte da elite mais competitiva do setor sucroenergético.
E mais:
- Lucro médio por empresa desde 2009
- Vendas líquidas por empresa desde 2009
- Evolução dos lucros do setor de 2009 a 2015
- Ranking das 46 empresas com os maiores lucros do setor
- Histórico de ganhos das empresas mais lucrativas
A retomada do setor de açúcar e etanol ainda não permitiu uma recuperação nos lucros, nem mesmo entre as empresas mais saudáveis do setor, como mostra levantamento dos balanços financeiros das usinas.
Olhando apenas para a lucratividade das usinas, na amostra das maiores empresas que terminaram o ano com lucro, fica claro que sobrou menos dinheiro (lucro líquido ajustado) para as usinas em 2015 do que em 2014, embora tenha sido melhor que em 2013.
O NovaCana elaborou um ranking com os maiores lucros do segmento de açúcar e álcool com base nas 88 maiores companhias do setor sucroenergético. Essas empresas são aquelas do setor que fazem parte da lista das 1.000 maiores companhias em faturamento do país, elaborada pela Revista Exame em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuárias e Financeiras (Fipecafi).

Das 88 empresas, 46 informaram lucros em 2015. O número é menor do que o registrado em 2014, quando, das 81 companhias entre as maiores, 50 encerraram o período no azul.
Além do número de companhias lucrativas cair, o lucro médio por usina também se reduziu. Em 2014 cada uma dessas 50 usinas ganhou, em média, US$ 16,4 milhões. No ano seguinte este número caiu para US$ 13,41 milhões.


O recorte feito pelo NovaCana ainda contempla os dados de outras 42 empresas do setor de açúcar e álcool, 37 que amargaram prejuízo em 2015 e cinco que não informaram o seu resultado líquido no exercício.
Os nomes que figuram entre as mais lucrativas mudou bastante. Em 2014, as três empresas no topo da lista da Exame entre as que mais lucraram eram pertencentes ao grupo Odebrecht Agroindustrial (ODB Agro).
As unidades Agro Energia Santa Luzia (MS), Conquista do Portal (SP) e Rio Claro (GO) teriam lucrado, respectivamente, US$ 91,6 milhões, US$ 81,2 milhões e US$ 58,9 milhões, após integrarem o grupo das empresas do setor com os maiores prejuízos em 2013.
Em 2015, essas unidades voltaram para o ranking dos maiores prejuízos, e o topo da lista passou a ser preenchido pela Usina São Martinho (SP), a Usina Coruripe (AL) e a Adecoagro de Ivinhema (MS). Na sequência estão os balanços positivos da Raízen Energia e da Usina Eldorado, unidade da ODB Agro no Mato Grosso Sul.
É importante destacar que distorções nesses resultados provavelmente estão relacionadas ao período contabilizado. A metodologia empregada na pesquisa realizada pela Exame e Fipecafi considera os resultados financeiros disponibilizados até maio de 2016. Com isso, em geral, os valores mencionados não refletem o ano fiscal das companhias, mas sim o ano civil de 2015. Esse recorte deixa para trás o último trimestre das sucroenergéticas, que começam a publicar o resultado integral do exercício, encerrado em 31 de março, a partir de junho.

O portal NovaCana compilou essa base de dados e elaborou gráficos e planilhas interativas que podem ser acessadas na plataforma NovaCana DATA (acesso exclusivo para assinantes).
São Martinho
O ranking de lucros de 2015 foi encabeçado pelo grupo São Martinho, que possui duas unidades na lista dos maiores lucros em 2015. A unidade que leva o mesmo nome do grupo e Usina Boa Vista somaram ganhos de US$ 98,3 milhões – um crescimento de quase 156% ao registrado pelas duas unidades em 2014.

Usina Coruripe
Com um crescimento de mais de 300% em seus lucros, a Usina Coruripe, mesmo vivendo um cenário de alto endividamento, alcançou o segundo lugar no ranking dos maiores lucros em 2015. O total dos ganhos foi de US$ 76,8 milhões. No ano anterior, a empresa registrou um prejuízo de US$ 35 milhões.

Adecoagro Vale do Ivinhema
A unidade Vale do Ivinhema, do grupo Adecoagro, viu seu lucro crescer mais de 250% de 2014 para 2015. Com o terceiro maior lucro ajustado de 2015, em torno de US$ 42 milhões, a unidade é uma das usinas brasileiras do grupo que vem registrando resultados significativos nos últimos balanços.
Além da usina, as atividades da companhia no Brasil envolvem o controle de mais duas unidades: Adecoagro e Angélica, também no Mato Grosso do Sul.

Parte dos ganhos da Unidade de Ivinhema pode ser atribuída à ampliação em 150% da capacidade de moagem, além do aumento da capacidade de produção de etanol.
Raízen
O lucro combinado da Raízen Energia e da Raízen Tarumã, 4º e 30º maiores ganhos do setor em 2015, foi de US$ 53,6 milhões. O número representa uma queda de 35% nos lucros da empresas na comparação com o ano anterior.

A Raízen ainda possui mais uma unidade de negócio entre as maiores do país, a Raízen Araraquara (SP). Essa unidade figurou no ranking dos maiores prejuízos do setor, com uma perda de US$ 1,5 milhão.
Usina Eldorado
O ponto fora da curva da Odebrecht Agroindustrial é a Usina Eldorado. Apesar de queda nos lucros da unidade, das usinas do grupo entre as maiores, a Eldorado foi a única a ficar no “verde” em 2015. O lucro líquido ajustado da unidade no ano passado foi de US$ 28,1 milhões. Já o prejuízo combinado das outras cinco unidades de negócio da ODB Agro entre as maiores do país chegou US$ 321 milhões.


Metodologia
Como citado, os valores mencionados, de acordo com a metodologia empregada na pesquisa realizada pela Exame e Fipecafi, não refletem o ano fiscal das companhias, mas sim o ano civil de 2015.
Outro ponto, é que o procedimento não agrupa balanços de um mesmo grupo. Um dos problemas gerados é a presença múltipla de empresas de grande porte. Isso acontece pela existência de CNPJs diferentes ou pela divulgação desagrupada dos balanços financeiros, como acontece com a Odebrecht Agroindustrial, Raízen e São Martinho.
Adicionalmente, foram consideradas as empresas de porte significativo e bem conhecidas no mercado que preferem não divulgar seus números. Nesse caso, os analistas da revista estimaram o faturamento.
Mesmo para as companhias que tem o real como moeda funcional, todos os indicadores são expressos em dólares de dezembro de 2015. O câmbio deste período também reflete em alterações sobre os dados de anos anteriores.
Marina Gallucci – NovaCana