Na última safra, o excesso de chuvas no Centro Sul – que provocou atraso da moagem e gerou cana bisada – foi resultado de um fenômeno climático bem conhecido do produtor de cana-de-açúcar, o El Niño. Com efeitos maiores que os esperados, ele chegou a ser chamado de ‘monstro’ por especialistas e prejudicou muitas expectativas de canavieiros.
Assim, é natural que os produtores e usineiros já estejam atentos ao fenômeno que costuma acontecer logo na sequência, chamado de La Niña. Há quem espere por um clima mais seco no segundo trimestre do ano, quando efetivamente começa a moagem na região Centro Sul. No entanto, essa visão não coincide com as expectativas dos especialistas.
Para completar, o fenômeno deve ter um grande impacto no mercado de commodities. Segundo os especialistas, a influência nos preços será superior à causada pelo El Niño. Para o setor sucroenergético, o La Niña alimenta algumas incertezas para as projeções de safra de cana.
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