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Efeitos da seca nos canaviais podem ser piores em 2015

canavial-030214Cana que ficou no campo pode diminuir impactos das condições climáticas adversas nesta temporada, mas há uma certa preocupação com falta de cana em 2015/2016
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O grupo São Martinho falou sobre as perspectivas sobre a safra atual e como os efeitos da estiagem podem trazer consequências para a safra 2015/16.

Apesar dos já anunciados efeitos da seca na safra 2014/2015 de cana-de-açúcar, o grupo São Martinho acredita que o impacto das condições climáticas adversas será sentido, de fato, apenas na temporada seguinte. "A maior preocupação do grupo São Martinho é que não haja cana o suficiente para a safra 2015/2016", teria dito o gerente de relações com os investidores, Felipe Vicchiato.

De acordo com reportagem publicada no site Agrimoney, o grupo acredita que, nesta safra, a cana deixada no campo deve "amortecer" os efeitos reais da seca que começou no final de dezembro e durou cerca de seis semanas, atingindo entre outros, o principal estado produtor de café, Minas Gerais, e o maior estado produtor de cana, São Paulo.

Segundo informações passadas por Vicchiato a investidores, o São Martinho finalizou a safra 2013/2014 com 1,4 milhões de toneladas de cana no campo e deve moer 16,5 milhões de toneladas na temporada 2014/2015, "mesmo que a seca durasse até o final de fevereiro".

"Outras companhias também tiveram bons rendimentos [na safra passada] e elas devem ter cana no campo também. Então, este ano, acreditamos que deve ter mais cana, porque ainda temos a cana bisada", teria dito o gerente.

Além disso, ao contrário do que aconteceu na safra 2013/2014, o centro-sul do Brasil não deve passar por um período de geadas. As chuvas durante a colheita também não devem se repetir com a mesma intensidade, o que pode melhorar o nível de ATR na planta.

"No final das contas, acreditamos que esta safra deve se manter semelhante à passada, em termos de produção final".

Conforme o texto do Agrimoney, o grande problema seria visto, então, na temporada seguinte, já que houve problemas no replantio da cana. "Parte da cana não conseguiu germinar, ou germinou e morreu, enquanto boa parte do tempo voltado para o replantio foi perdido, porque o solo estava muito seco em janeiro", disse a corretora britânica Marex Spectron.

Apesar do recente retorno das chuvas, a previsão para os próximos dias ainda é vista como insuficiente para influenciar positivamente esta e a próxima safra.

A matéria publicada no site Agrimoney pode ser conferida na íntegra em inglês.

Vivian Faria - NovaCana
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