2ª Geração

2ª Geração

Dupont e NTL anunciam construção da segunda maior usina de etanol celulósico da China

Usina deve produzir cerca de 110 milhões de litros por ano, com entrada em operação antes do fim de década. É o primeiro empreendimento da DuPont na China


NovaCana - Publicado: 17 Jul 2015 - 10:01
Dupont e NTL anunciam construção da segunda maior usina de etanol celulósico da China

Dupont e NTL celebram contrato de licenciamento para a construção da segunda maior usina de etanol celulósico da China

A DuPont e a New Tianlong Industry Co. (NTL), da província chinesa de Jilin, anunciaram a celebração de um contrato de licenciamento para a construção da segunda maior usina de etanol celulósico da China.

Um resumo com os fatos mais importantes do acordo entre as duas empresas e os detalhes da usina de etanol celulósico —feito pelo Biofuels Digest — você confere a seguir:

O projeto e a New Tianlong Industry

O complexo ficará situado na cidade de Siping, província de Jilin. O contrato autoriza a NTL a utilizar a tecnologia de etanol celulósico da DuPont e suas enzimas Accellerase para produzir biocombustível renovável com biomassa oriunda das fazendas de milho da região de Jilin. A NTL está trabalhando para obter as licenças necessárias e a confirmação do aval governamental ao convênio.

Atualmente, a NTL produz 160 mil toneladas de produtos de álcool de cereais para os mercados de consumo e industrial, além de 100 mil toneladas de grãos secos de destilaria e óleo de milho. A empresa está localizada na Zona de Desenvolvimento Econômico de Siping, um grande centro do extremo nordeste da China.

Capacidade e cronograma

“Em essência, em termos de capacidade é uma cópia do nosso projeto em Nevada”, diz Jan Koninckx, chefe da seção de biocombustíveis da DuPont, “que é de 80 mil toneladas ou 110 milhões de litros, e a tecnologia é a mesma. [A NTL] está bastante familiarizada com o que fazemos [em Nevada] e no Tennessee. Esta capacidade é superada apenas pelo projeto da Novozymes com a Beta Renewables e a chinesa Anhui M&G Guozhen Green Refinery CO, anunciado há um ano. A expectativa da Beta Renewables é ter a unidade operando com uma capacidade de 235 milhões de litros por ano até o final de 2016.

Prazo?

“É o que geralmente se espera: dois anos para construir a usina e depois algum tempo para planejar. Sendo a primeira da China, teremos algum trabalho extra nos vários níveis municipais, provinciais e nacionais, então é difícil estabelecer datas precisas. Eles já têm o terreno e a matéria-prima, e autoridades municipais e distritais comprometidas.” Para o Biofuels Digest a unidade deve ser finalizada entre 2017 e 2018.

Mudanças no projeto

Basicamente, dá para esperar uma nova versão da planta de Nevada. “Quando você licencia”, observa Koninckx, “o licenciado faz o projeto e a construção, então sempre dá para esperar alguns aprimoramentos, mas acontecem mais na parte de engenharia, não na parte científica.”

Viabilizando um empreendimento na China: o que é igual, o que muda?

“Ao longo dos anos, fizemos nossos próprios experimentos com palha de milho na China, não porque achássemos que íamos construir uma usina, mas porque queríamos aprender o processo. E a agricultura na China é bastante diversificada: uma parte é tão moderna quanto em qualquer outro lugar, outra é mais típica do que você encontraria nos anos 50. O interessante é que, para quem nunca esteve na província de Jilin, parece que você está andando pelo interior do Iowa ou Nebraska ou Illinois. Eles plantam muito milho aqui.”

A principal diferença?

Na China, o milho é apanhado e colhido com o sabugo”, diz Koninckx, “então há uma etapa de separação do sabugo do caule. Isso nos dá uma oportunidade que não temos nos Estados Unidos: você pode ajustar quanto sabugo você coloca, e o sabugo é mais fácil de controlar.”

Era esperado que a China estivesse entre os primeiros destinos para os projetos de licenciamento?

“Com certeza. Nossos projetos na Macedônia e na China confirmam o que nós pensávamos, que se você licencia para outras pessoas, ela chega ao mercado mais rápido e em escala maior do que se nós mesmos construíssemos as plantas. O que reputamos possível se baseia muito em outras partes do mundo, como a China, e o fato de a primeira grande licença ter sido feita para cá é menos uma surpresa do que uma confirmação.”

Negócio da China

Conjugando a sua expertise na produção de etanol com a tecnologia de processamento, o apoio técnico e os biocatalisadores de classe internacional da DuPont, a NTL será capaz de produzir combustível celulósico gerado localmente para o mercado de biocombustíveis líquidos chinês, que vem crescendo em ritmo veloz, com projeções de ultrapassar as 6,4 bilhões de litros por ano até 2020.

Uma cerimônia oficial de assinatura foi realizada em Changchun, assistida por representantes de ambas as empresas. Na plateia também se encontravam presentes o secretário da cidade de Siping, Liu Xujie, e o secretário do distrito de Lishu, Sun Yanjun. “Este projeto é de grande relevância para o desenvolvimento econômico local e o lançamento de uma indústria de energia limpa na região, contando com pleno apoio do governo local”, afirma Liu Xijie.

DuPont-NTL 2-etanol celulosico anuncio usina 170715

O release do acordo pode ser acessado aqui (em inglês).

Texto do Biofuels Digest traduzido e adaptado pelo novaCana