O grupo Usina São João (USJ), que atualmente controla uma unidade em Araras (SP), e a produtora de cana-de-açúcar AGT, anteriormente conhecida como Agroterenas, anunciaram ao longo de julho a intenção de captarem recursos por meio de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).
Especificamente, a oferta da USJ foi emitida pela EcoAgro e totaliza R$ 140 milhões, lastreados por Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCAs) devidos pela sucroenergética. O valor foi dividido em duas séries de R$ 70 milhões.
Para ambas as séries, a remuneração aos investidores está vinculada ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Na primeira, a taxa será acrescida de 1,03% ao ano e, na segunda, de 4%.
Conforme aviso ao mercado disponibilizado pela Ecoagro, os CRAs não devem ser avaliados por uma agência de classificação de risco. Além disso, seguindo regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as companhias envolvidas ficaram dispensadas de apresentar um prospecto da oferta.
O documento também estabelece que os papéis são destinados a investidores profissionais, com registro automático de distribuição. Por sua vez, o anúncio de encerramento da oferta, que poderia ser divulgado até janeiro de 2026, foi realizado em 22 de julho.
O Itaú BBA foi o coordenador-líder da operação, enquanto a Oliveira Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários atuou como agente fiduciário.
As informações sobre a emissão da AGT estão disponíveis no texto completo (exclusivo para assinantes NovaCana).
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