Açúcar: Exportação

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[Açúcar Update] Dólar fraco pode sustentar futuros de açúcar em Nova York


Agência Estado - Publicado: 11 Mai 2016 - 10:46

O mercado futuro de açúcar demerara continua em recuperação técnica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), depois da queda de quase 5% na quinta-feira passada. O enfraquecimento do dólar em relação ao real contribui para puxar as cotações.

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Ontem, a divisa norte-americana caiu em relação ao real, pressionada, entre outros fatores, pela ausência de intervenção do Banco Central, que não realizou leilão de swap reverso. Além disso, o processo de impeachment da presidente Dilma no Senado ajudou a segurar a moeda nacional. Ao final da sessão, o dólar foi a R$ 3,4686 (-1,60%).

No exterior, o dólar se sustentava, depois do discurso do ministro de Finanças do Japão, Taro Aso. Ele considerou a possibilidade de uma intervenção no câmbio para enfraquecer o iene, diminuindo a aversão ao risco em Tóquio e nos mercados acionários ao redor do mundo.

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O mercado de demerara aguarda a divulgação, pela União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), da moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil na segunda quinzena de abril, o que deve ocorrer nesta semana. O Banco Pine projeta moagem de 35,4 milhões de t no período, alta de 30,5% em comparação com a mesma quinzena do ano passado. Segundo o Pine, o tempo seco favoreceu a colheita do produto.

A meteorologia, no entanto, prevê a possibilidade de entrada de uma frente fria no Sudeste a partir desta quarta-feira. "Uma frente fria chega a São Paulo e, junto com um sistema de baixa pressão no litoral, provoca chuva a qualquer hora, com risco de temporais", estima a Climatempo.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) destaca relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os quais reforçam a perspectiva de uma menor oferta global de açúcar em relação à demanda para a próxima temporada. Segundo o USDA, a Índia, segundo maior produtor mundial de açúcar, deverá encerrar a temporada 2015/16 com produção de 27,7 milhões de toneladas de açúcar, 9,06% menor que na temporada anterior. "Com pouco excedente de açúcar e com os preços em alta no mercado interno, o país deverá limitar suas exportações", diz o Cepea.

Já a União Europeia (UE) deverá aumentar as importações, levando em conta que o bloco reduziu a área de cultivo da beterraba açucareira nesta safra 2015/16. A expectativa é de que a UE venha a importar 3,5 milhões de toneladas, ou seja, 20,03% a mais do que a temporada 2014/15.

Em contrapartida, os fundos de investimento estão com expressivo volume comprado e podem pressionar os contratos. O relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC), divulgado na última sexta-feira, mostrou que os fundos elevaram em 24.087 lotes o saldo comprado em açúcar, na semana encerrada em 3 de maio. A posição passou de 210.322 lotes no dia 26 de abril para 234.409 lotes.

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O diretor da Archer Consulting, Arnaldo Luiz Corrêa, informa que quedas acentuadas nas cotações do demerara, para cerca de 14,80 cents, são excelente oportunidade de compra. Na parte de cima, os contratos têm resistência em 16,47 cents e 16,87 cents.

Os futuros de açúcar em Nova York trabalharam no terreno positivo em boa parte do pregão de ontem, como no dia anterior. O vencimento julho acabou encerrando em alta de 0,89% (14 pontos), a 16,02 cents. A máxima foi de 16,18 cents (mais 30 pontos). A mínima bateu 15,83 cents (menos 5 pontos).

O valor à vista em reais do indicador do açúcar Esalq fechou ontem a R$ 75,22/saca (-0,37%). Em dólar, o preço ficou em US$ 21,68/saca (+1,26%).

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