
Um dos incêndios registrados na quinta-feira atingiu 380 hectares
Dois canaviais pegaram fogo, no início da manhã desta quinta-feira (23), na zona rural de Ituiutaba (MG). Uma coluna de fumaça foi vista em várias regiões da cidade. Corpo de Bombeiros e brigadistas de uma usina controlaram as chamas.
Conforme os militares, as chamas começaram em uma vegetação perto da BR-365, no sentido a cidade Monte Alegre de Minas. Nesta ocorrência, brigadistas da Usina Ituiutaba, da BP Bunge, estiveram no local para controlar as chamas.
O incêndio queimou cerca de 380 hectares de área de cultivo de cana-de-açúcar, além de Áreas de Preservação Permanente (APP), segundo estimado pela Polícia Militar de Meio Ambiente.
De acordo com os militares, quando eles foram acionados o incêndio já estava parcialmente controlado. Eles, então, iniciaram levantamentos para saber de quem era a autoria, além das possíveis causas, que ainda são analisadas.
Testemunhas relataram à polícia que o incêndio começou em uma estrada vicinal que dá acesso à região do Rio Tejuco e se alastrou por conta dos ventos que atingiam a região.
O incêndio registrado em uma área de plantio de cana da usina foi combatido com apoio dos brigadistas da empresa, Polícia Militar de Meio Ambiente e o Corpo de Bombeiros. O dano total causado pelo incêndio ainda será calculado.
De acordo com a corporação, no mesmo momento, os bombeiros estavam num incêndio em outro canavial, sentido Gurinhatã, próximo ao Bairro Drummond.
Poucos dias antes, em 17 de julho, o Corpo de Bombeiros e brigadistas da Usina Ituiutaba contiveram as chamas de um incêndio que durou mais de duas horas na zona rural de Ituiutaba.
De acordo com a Polícia Militar de Meio Ambiente, eles avistaram uma coluna de fumaça distante 15 km da parte urbana da cidade. Ainda conforme os militares, o fogo queimou cerca de 200 hectares de cultivo de cana-de-açúcar, além de outros 200 hectares entre uma Área de Preservação Permanente (APP), uma área de cerrado e uma pastagem. O terreno queimado equivale a 400 campos de futebol, aproximadamente.
A ação de controle das chamas contou com o apoio da Polícia Militar de Meio Ambiente, Corpo de Bombeiros e brigadistas da empresa que planta cana no local.
Testemunhas relataram aos policiais que o incêndio teve início em uma estrada vicinal e acabou se alastrando rapidamente por conta da ação dos ventos. Os militares também reforçam que causar incêndio florestal é crime com pena de reclusão prevista entre 2 e 4 anos, além de multa.
Em nota, a BP Bunge Bioenergia informou que não emprega uso de fogo em nas operações e que adota as boas práticas de manejo correto dos canaviais e medidas para prevenção de incêndios.