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Documento de 365 páginas sobre nova levedura da GranBio está em análise na CTNBio

levedura Saccharomyces cerevisiae 230115Confira o documento completo enviado pelo CTNBio e detalhes sobre a levedura desenvolvida pela GranBio

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A primeira levedura transgênica desenvolvida no Brasil para produção de etanol celulósico está sendo analisada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

O microrganismo que está aguardando liberação foi desenvolvido pela GranBio e a documentação que o CTNBio possui em mãos possui mais de 365 páginas. O objetivo da GranBio é dar mais agilidade ao seu processo de fermentação que, atualmente, leva três dias (72 horas), e emprega as leveduras fornecidas pela holandesa DSM.

A nova levedura, conforme garante a BioCelere Agroindustrial, subsidiária da GranBio, “não é potencial causadora de efeitos adversos a saúde humana, animal e ao meio ambiente”. Esta afirmação será avaliada pelo CTNBio com base na documentação enviada.

Além do CTNBio, o público interessado também teve o direito de se manifestar. No entanto, este direito foi cerceado pela comissão ao impossibilitar o acesso à documentação durante a consulta pública (Veja as dificuldades impostas pelo CTNBio para liberar o acesso ao documento da GranBio). 

Apesar dos entraves impostos pelo CTNBio e o período de consulta pública já ter encerrado, o documento chegou à redação do portal NovaCana.

O arquivo apresenta uma série de informações técnicas e científicas, como a avaliação de risco à saúde humana e animal, métodos utilizados para a obtenção da nova linhagem e resultados de testes realizados em diferentes laboratórios.

A seguir o portal NovaCana disponibiliza o documento completo enviado pelo CTNBio e apresenta alguns detalhes sobre a levedura desenvolvida pela GranBio.

A primeira levedura transgênica desenvolvida no Brasil para produção de etanol celulósico está sendo analisada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

O microrganismo que está aguardando liberação foi desenvolvido pela GranBio e a documentação que o CTNBio possui em mãos possui mais de 365 páginas. O objetivo da GranBio é dar mais agilidade ao seu processo de fermentação que, atualmente, leva três dias (72 horas), e emprega as leveduras fornecidas pela holandesa DSM.

A nova levedura, conforme garante a BioCelere Agroindustrial, subsidiária da GranBio, “não é potencial causadora de efeitos adversos a saúde humana, animal e ao meio ambiente”. Esta afirmação será avaliada pelo CTNBio com base na documentação enviada.

Além do CTNBio, o público interessado também teve o direito de se manifestar. No entanto, este direito foi cerceado pela comissão ao impossibilitar o acesso à documentação durante a consulta pública (Veja as dificuldades impostas pelo CTNBio para liberar o acesso ao documento da GranBio).

Apesar dos entraves impostos pelo CTNBio e o período de consulta pública já ter encerrado, o documento chegou à redação do portal NovaCana.

A documentação

O arquivo apresenta uma série de informações técnicas e científicas, como a avaliação de risco à saúde humana e animal, métodos utilizados para a obtenção da nova linhagem e resultados de testes realizados em diferentes laboratórios.

O relatório disponibilizado na restringida consulta pública não apresenta, no entanto, informações de caráter confidencial, como o gene introduzido na nova linhagem, o organismo de origem e sua função específica. Detalhes sobre o mapa genético utilizado no processo de transformação do organismo também são mantidos em segredo.

A levedura

A nova cepa é “um organismo geneticamente modificado [OMG] por meio da inserção homóloga do gene xylA, codificador da enzima Xilose isomerase”.

Com aplicação restrita a processos industriais que visam a fabricação de etanol celulósico, a levedura Saccharomyces cerevisae, linhagem Celere-2L, tem como única característica, que a diferencia de seu parental, a capacidade de consumir o açúcar xilose, “o que possibilita um maior aproveitamento da matéria-prima para a produção de etanol”. Assim, “altas quantidades de xilose são disponibilizadas por diferentes métodos de processamento da biomassa vegetal”.

O documento deve, agora, ser discutido na próxima reunião da comissão, prevista para fevereiro.

Se deferido, o processo será avaliado, ainda, pelo Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS), que poderá se manifestar a respeito do pedido ou encaminhá-lo novamente à CTNBio para aprovação final.

O documento de 365 páginas disponibilizado pelo CTNBio pode ser acessado abaixo:
Liberação comercial de OGM: Saccharomyces cerevisae (365 páginas 69MB .pdf)

Segunda levedura

Está não é a primeira levedura geneticamente modificada que passa pelo crivo do CTNBio. Em 2013 a GranBio solicitou a liberação para uso no Brasil de uma levedura desenvolvida pela DSM. O documento completo e os detalhes deste processo podem ser acessados aqui.

Leonardo Siqueira – NovaCana

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