As negociações de milho realizadas na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira, 11, terminaram em queda. O movimento foi impulsionado pela divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre o balanço doméstico do cereal.
O contrato de milho com vencimento em maio teve variações de 11 centavos de dólar ao longo do dia, encerrando em US$ 6,51 por bushel. Já o milho para dezembro caiu mais de três centavos, indo a US$ 5,5925 por bushel.
A princípio, o USDA fez mudanças pequenas em seu balanço doméstico de milho, mas o mercado esperava por um resultado mais apertado. Entre os números, a perspectiva de importação foi reduzida para 40 milhões de toneladas.
Globalmente, o USDA cortou a produção da Argentina em 3 milhões de toneladas, para 37 milhões – em linha com a estimativa de mercado, anterior ao relatório. Mas o resultado global ficou apenas 1 milhão de toneladas menor por conta de um ligeiro aumento nas exportações da Ucrânia.
Em relação ao Brasil, o USDA projeta 125 milhões de toneladas para 2022/23, além de 133 milhões de toneladas para a safra seguinte, em uma avaliação preliminar. As exportações de safras antigas foram estimadas em 50 milhões de toneladas, com projeção de crescimento em 2023/24 para 54 milhões de toneladas.
Com esta oferta, o movimento também foi de retração na bolsa brasileira B3. Os futuros de milho para maio caíram 3,06%, para R$ 76,24 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para julho teve queda de 4,31%, indo a R$ 76,20 por saca.
O relatório do USDA também espera que a China importe 18 milhões de toneladas de milho na temporada 2023/24.
Enquanto isso, Taiwan está licitando 65 mil toneladas de milho para ração. Já a Argélia lançou uma licitação internacional para 70 mil toneladas de milho, volume que será proveniente do Brasil ou da Argentina.
Alan Brugler
Com tradução, adaptação e informações adicionais NovaCana