Mais uma vez, o programa RenovaBio foi alvo de críticas por parte das distribuidoras de combustíveis. Desta vez, as companhias foram até o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, para apresentar suas queixas.
Segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo, representes das empresas – incluindo da Ipiranga e da Vibra – tiveram uma reunião no MME.
“Em um documento, a que a coluna [da Folha] teve acesso, [as distribuidoras] insinuam que o programa de estímulo aos biocombustíveis é um subsídio disfarçado para o setor sucroalcooleiro, particularmente para a Raízen, encarecendo o litro do etanol nos postos em R$ 0,20”, relata o texto.
Ainda conforme a reportagem, as reclamações foram direcionadas ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas dependem de uma análise da área técnica.
Para as distribuidoras, o RenovaBio gera distorções à concorrência e prejudica os consumidores. Um dos motivos para isso seria o fato da Raízen ser tanto produtora de etanol quanto distribuidora de combustíveis – por conta disso, segundo a denúncia, ela seria capaz de manipular a cotação dos CBios no mercado.
À Folha, o MME afirmou que não há evidências de distorções no RenovaBio até o momento, mas que aguarda as investigações do Cade.
Já a Raízen afirmou que, mesmo sendo produtora de biocombustível, também é obrigada a adquirir CBios. A empresa ainda complementou, em nota, que existem créditos escriturados mais do que suficientes para atender às atuais metas de descarbonização.
“Operando dessa forma – cumprindo as regras – todas as empresas são impactadas de maneira isonômica e podem compor esses custos ao consumidor final, sem impacto sobre a competitividade de uma empresa ou outra, algo que gira em torno de R$0,03 a R$0,05 [por litro]”, disse a Raízen.
A Ipiranga e a Vibra também foram procuradas pela Folha de São Paulo, mas não quiseram comentar o tema.
NovaCana
Com informações da Folha de São Paulo