Os preços globais das commodities saltaram para máximas de vários anos nesta quinta-feira, 24, quando a Rússia lançou uma invasão total contra a Ucrânia, com os preços respondendo de maneira automática, apesar dos constantes fluxos de exportação de petróleo, gás, grãos e metais russos para o Ocidente.
Os preços do petróleo subiram acima de US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2014; os preços do gás no Reino Unido e na Holanda subiram entre 30% e 40%; e os futuros do trigo em Chicago saltaram para uma máxima de 9 anos e meio.
Os futuros de milho negociados na bolsa de Chicago também subiram a seu limite diário de negociação de 35 centavos de dólar por bushel, chegando a US$ 7,1625 por bushel, o nível mais alto desde junho de 2021.
A Rússia fornece 10% do petróleo global, um terço do gás da Europa e, junto com a Ucrânia, responde por 29% das exportações globais de trigo, 80% dos embarques de óleo de girassol e 19% das exportações de milho.
A Rússia também é um grande produtor de alumínio, níquel, platina, paládio, urânio, titânio, carvão, madeira e fertilizantes.
Na bolsa brasileira B3, as variações seguiram a tendência de crescimento. O contrato do milho com vencimento em março subiu 0,57%, para R$ 98,63 por saca de 60 kg. Já o com vencimento em maio teve uma alta de 0,84%, sendo negociado a R$ 97,38 por saca.
Nina Chestney e Nigel Hunt e Pratima Desai
Com informações adicionais NovaCana