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Ex-diretor da Petrobras e destilaria negam saque em espécie


O Globo - Publicado: 19 Jan 2015 - 07:58 | Atualizado: 30 Nov -0001 - 21:00

Os advogados de Nestor Cerveró e da Destilaria Vale do Paracatu Agroenergia negaram nesta sexta-feira que o ex-diretor da Petrobras tenha feito um saque de R$ 200 mil em espécie em uma conta da empresa produtora de álcool em janeiro de 2011. A informação sobre a retirada consta de relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento foi enviado à força-tarefa do Ministério Público Federal que atua na Operação Lava-Jato, e foi anexado pela Polícia Federal ao processo que levou à prisão do ex-diretor, na última quarta-feira.

O advogado Edson Ribeiro, que defende Cerveró, disse que seu cliente ficou “indignado” com a informação. Cerveró lhe disse jamais ter feito qualquer saque no estado de São Paulo. A conta da destilaria mencionada no relatório é de uma agência do Bradesco na Avenida Paulista, no Centro da capital paulista.

— Ele está indignado. Ele me disse que nunca fez saque de dinheiro em São Paulo. Afirmou que alguém pode ter se passado por ele ou ter ocorrido algum erro no registro. Não há condição de ter feito esse saque — afirmou Ribeiro.

A destilaria, que faz vendas eventuais de etanol para a BR Distribuidora, também negou o saque. A empresa disse ter conferido em seus extratos bancários e não ter encontrado qualquer registro de saque deste valor em 7 de janeiro de 2011. A defesa solicitou explicações ao Bradesco e pediu audiência ao Ministério Público para entregar os documentos que desmente a informação.

No relatório do Coaf, produzido em 7 de novembro de 2014 a pedido do MPF, há o registro da retirada em espécie de R$ 200 mil por Cerveró em uma conta da destilaria no Bradesco. A Petrobras aparece como “responsável”.

Na data do suposto saque, Cerveró atuava como diretor financeiro da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. As informações que chegam ao Coaf são repassadas por instituições financeiras. O Bradesco e o Coaf não quiseram responder se foi identificado erro no relatório, alegando que as informações envolvem sigilo bancário.

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