Etanol: Mercado

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Diretor do MME acredita que etanol pode contribuir para descarbonização mais barata

Durante abertura da Conferência NovaCana, Marlon Arraes aponta a necessidade nacional de fazer uma transição energética sem a oferta de subsídios


NovaCana - Publicado: 15 Set 2025 - 14:51

A entrada em vigor da mistura de 30% de etanol na gasolina (E30), ocorrida em agosto, foi um dos principais temas do painel de abertura da Conferência NovaCana 2025, realizado nesta segunda-feira, 15.

De acordo com a diretora da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Symone Araújo, as contratações de anidro já realizadas pelas distribuidoras trazem “bastante tranquilidade” tanto para o atendimento das resoluções em vigor quanto para o cumprimento da nova mistura.

Por sua vez, o diretor do departamento de biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Marlon Arraes, observa que o maior teor de biocombustível “sinaliza que é possível avançarmos para uma redução no uso de combustíveis fósseis”.

Segundo ele, o etanol surge no contexto da transição energética como uma opção versátil. “O que precisamos buscar enquanto país é a descarbonização ao menor custo possível”, afirma e complementa: “Os biocombustíveis são normalmente mais caros que suas opções tradicionais. Por isso, precisamos fazer uma valorização das externalidades positivas”.

Neste sentido, ele cita a lei do Combustível do Futuro, que abre novos mercados e que, para Arraes, representa um esforço para ampliar as políticas públicas. “Temos que dar continuidade para um debate com transparência para podermos construir uma descarbonização sólida”, acrescenta.

Ele ainda reforça que a legislação e as regras brasileiras possuem características próprias. “Não temos uma capacidade fiscal que permite subsidiar substituições [de fósseis por biocombustíveis], como aconteceu nos Estados Unidos. Assim, precisamos trazer opções de mercado e que sejam competitivas, para termos a maior descarbonização ao menor custo”, explica.

Ainda neste contexto, o diretor acredita que o setor de etanol pode estar presente em diversos espaços. “Temos uma miríade de opções para esse setor, que pode oferecer muito para o país nesse período de transição energética”, acrescenta.

Renata Bosse - NovaCana